
“Não existe nenhum cenário de desconto (este ano). O cenário é de manter os preços no mercado interno”, afirmou o vice-presidente de Negócios da siderúrgica, Sérgio Leite de Andrade, em teleconferência com analistas. No mercado externo, a avaliação é de alta nos preços.
A Usiminas iniciou no final do ano passado processo de redução dos descontos, que foi obrigada a conceder no primeiro semestre de 2009 em meio à crise global, o que ajudou no resultado de outubro a dezembro. A Usiminas está operando a 88% de sua capacidade nominal de produção de 9,5 milhões de toneladas de aço por ano. “Estamos começando a atingir velocidade de cruzeiro”, afirmou o presidente da Usiminas, Marco Antonio Castello Branco.
Sobre preços de minério de ferro, a expectativa da empresa é de que ocorra um reajuste este ano acima da variação de 20% a 25% com a qual trabalhava no final de 2009. Segundo a Usiminas, o mercado de minério de ferro está em ritmo de demanda “extremamente forte”.
A Usiminas pretende organizar suas operações de produção de minério de ferro em uma unidade separada e controlada pela siderúrgica. A unidade poderá receber participação de sócios minoritários e mais à frente ser listada em bolsa de valores. A empresa comprou em 2008 a mineradora J. Mendes por R$ 1,6 bilhão e deve concluir em 18 de março avaliação final de suas reservas de minério de ferro.
O lucro da Usiminas no quarto trimestre foi de R$ 633 milhões de reais — quase o dobro da média esperada por sete analistas consultados pela Reuters, mas ainda abaixo dos R$ 936 milhões dos três últimos meses de 2008. A receita líquida trimestral foi de quase R$ 3 bilhões de reais, queda de 20% contra um ano antes.
Fonte: Alberto Alerigi Jr., Agência Estado.
Foto: Sérgio Leite, vice-presidente de Negócios da Usiminas/divulgação