Para Musa, este é o momento certo para avançar no mercado.“Vamos criar a cultura do uso das bicicletas em meios urbanos. A Ciclofaixa, em São Paulo, foi uma passo nessa direção. O projeto destina parte de algumas vias da cidade, aos domingos, para a circulação de ciclistas”, explica.
O executivo lembra que as bicicletas ainda são vistas como um meio de transporte rural e, diferentemente da Europa, o Brasil não teve um crescimento urbano organizado para abrigá-las. A intenção é inserir o conceito lentamente nas grandes cidades. Umas das próximas ações é criar uma ciclovia na Marginal Pinheiros.
A bicicleta deve avançar também no espaço rural. Segundo Musa, há um projeto do governo federal para fornecer bicicletas para o transporte escolar. “Se aprovado, teremos uma demanda de dois milhões de unidades nos próximos três anos”, espera.
Com uma queda de 9% no volume de negócios em 2009, ante o ano passado, a expectativa é avançar 5% no próximo ano para alcançar a produção de 5,5 milhões de unidades. “Também queremos abocanhar uma parte das 150 milhões de bicicletas consumidas anualmente no mundo e começar a exportar”, revela o vice-presidente.
Para isso, o setor ainda tem que enfrentar alguns desafios. Tirar uma grande parte dos fabricantes da informalidade, melhorar a infraestrutura logística e brigar por incentivos do governo para agregar inovações tecnológicas nas peças estão entre eles.