
Depois de uma perda importante de participação pela concorrência de produtos asiáticos, a fabricante dos kits de transmissão para moto Vaz já acredita em recuperação de mercado, como conta o CEO da companhia, Júlio César Correa. Os kits são formados pelo trio corrente-coroa-pinhão, um item de desgaste que gera, segundo estimativa da companhia, cerca de 40 milhões de trocas a cada ano.
“A alta do dólar encarece as importações e aumenta nossa competitividade. Também acredito na retomada da economia e no aumento da fiscalização de importações irregulares”, afirma Correa, que já chegou a ter 60% do mercado de reposição e mantém atualmente uma fatia bem menor, de 9%. A empresa produz os componentes em Jundiaí (SP), em uma fábrica de 34 mil metros quadrados com 610 funcionários.
“Fabricamos 4 mil conjuntos diferentes, para motos nacionais e importadas. Também fornecemos para as linhas de montagem da Suzuki e da Haojue”, diz o CEO da companhia.
Além dos kits de transmissão, a empresa fabrica dez modelos diferentes de capacete e também sapatas e pastilhas de freio, estas vendidas com a marca Eco Pads.
De acordo com o Sindipeças, entidade que reúne fabricantes do setor, o Brasil tem uma frota circulante de 13,2 milhões de motos, com idade média de sete anos e cinco meses.