
Para o presidente da entidade, Marcel Visconde, o resultado de março não sinaliza retomada, uma vez que o número de dias úteis foi maior: foram 22 dias contra os 18 de fevereiro:
“É muito prematuro qualquer comentário sobre uma reação do mercado. Os números em geral, sejam os de vendas das nossas associadas como os do mercado total, ainda são preocupantes, quando comparados ao desempenho de 2014. O primeiro trimestre de 2015 registrou queda de 21,8% nos emplacamentos das associadas de nossa entidade, em comparação ao mesmo período de 2014. A reação isolada de março reflete os quatro dias a mais de emplacamentos e, também, as ações de marketing que cada marca utilizou para atrair clientes e concretizar negócios”, declara o executivo.
A partir da consolidação de queda registrada no trimestre, a Abeifa mantém a previsão de um primeiro semestre conturbado, devido às influências macroeconômicas, como índice baixo da confiança do consumidor, alta das taxas de juros e câmbio mais volátil.
“Ainda não temos um sinal positivo de que a economia deverá melhorar no curto prazo, por isso trabalhamos com um cenário de retração em 2015”, complementa Visconde. A entidade espera que as vendas recuem algo como 10% em 2015 (leia aqui).