
As vendas de veículos acumulam crescimento de 8,7% entre janeiro e agosto na comparação com iguais meses do ano passado, ao emplacar pouco mais de 1,93 milhão de unidades, segundo balanço divulgado na quarta-feira, 2, pela Fenabrave, que representa o setor distribuição. O volume considera a soma dos licenciamentos de automóveis e comerciais leves.
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Os dois segmentos cresceram praticamente na mesma proporção no acumulado: o volume de vendas de automóveis subiu 8,8% na mesma base de comparação e totalizou 1,64 milhão de unidades, enquanto os comerciais leves avançaram 8,1%, para 289,5 mil.
No resultado isolado de setembro, os licenciamentos foram 3,2% menores na comparação com agosto: 223,2 mil contra 230 mil. Segundo o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, essa retração se deve à diferença de um dia útil a menos em setembro, 22 contra 21. A queda também não foi maior porque o segmento de comerciais leves elevou as vendas em 1,82% no mês passado.
Apesar disso, a média diária de vendas cresceu de um mês para o outro: em setembro, foram vendidos pouco mais de 10,6 mil veículos em cada um dos 21 dias úteis, enquanto que agosto, essa média foi de 10,4 mil por dia útil.
VENDAS DIRETAS
Para o presidente da entidade, embora o número do segmento leve seja positivo para o acumulado até setembro, o mercado doméstico tem potencial para se elevar para um outro patamar de vendas. Alarico comenta que o baixo desempenho do PIB atrelado aos baixos índices de confiança e à instabilidade dos empregos ainda impedem que o consumidor se sinta seguro para trocar de carro.
Por outro lado, é evidente que as vendas diretas estão ajudando a manter os números elevados. Segundo os dados da entidade, do total de emplacamentos de janeiro a setembro, 45,2% são de venda direta – tipo de contrato que se configura quando a própria montadora negocia diretamente com o comprador. Geralmente, elas são feitas principalmente para empresas frotistas e locadoras, mas há casos em que são destinadas ao consumidor final, como taxistas, produtor rural ou ainda pessoas com mobilidade reduzida (PCDs). No acumulado de nove meses, 31% das vendas diretas foram para pessoas jurídicas e 14% para pessoa física.
“A prática da venda direta não nos preocupa, mas sim a falta de equilíbrio nas regras da comercialização, que é diferenciada na venda direta; defendemos que o consumidor comum não seja prejudicado e que haja esse equilíbrio”, afirma Alarico.
O executivo admite que sem esse impacto positivo das vendas diretas, o mercado enfrentaria um cenário de queda dos volumes de vendas. Com isso, a entidade manteve sua projeção para 2019 no segmento leve, o que já leva em consideração o desempenho das vendas diretas. A Fenabrave indica que os emplacamentos podem chegar a 2,66 milhões de automóveis e comerciais leves neste ano, representando aumento de 8% sobre as 2,47 milhões de unidades vendidas em 2018.
Veja a projeção de vendas da Fenabrave para 2019 em automóveis e comerciais leves, que foi mantida: