
Analisadas separadamente, a carteira de CDC caiu 2,6% em comparação ao primeiro trimestre de 2008, de R$ 83,7 bilhões para R$ 81,5 bilhões. Já o saldo das operações de leasing cresceu 77,1%, de R$ 36,3 bilhões em março do ano passado, para R$ 64,3 bilhões em março deste ano.
Outro ponto relevante no período foi a queda da taxa média de juros, que atingiu em março o patamar de 1,63% ao mês (21,41% ao ano). Em fevereiro de 2009, os juros estavam em 1,70% (22,42% ao ano). Quando relacionado a março de 2008, período em que se registraram juros de 1,61% ao mês (21,13% ao ano), as taxas ainda estão superiores, porém com forte tendência de queda.
Em relação aos planos de financiamento oferecidos pelas financeiras, os três primeiros meses do ano permaneceram estáveis, com plano máximo de 60 meses e média de 40 meses. Em comparação com o primeiro trimestre de 2008 houve queda, já que foram registrados planos máximos de 72 meses e médios de 42 meses.
A inadimplência acima de 90 dias em março permaneceu em alta, chegando a 5,1% da carteira da CDC, 1,8 ponto percentual maior do que no mesmo mês do ano passado. Em fevereiro a inadimplência estava em 4,8% da carteira.
Novo comportamento do consumidor
No primeiro trimestre 59% dos consumidores compraram automóveis e comerciais leves a prazo, contra 41% à vista. Até o ano passado, as vendas à vista contemplavam 36% do total comercializado. As promoções com a redução do IPI levaram às compras consumidores de maior poder aquisitivo e de veículos de maior valor, inclusive importados que usualmente utilizam pouco crédito.
No caso de veículos comerciais, 53% das vendas ocorreram por meio de Finame, 21% por leasing, inclusive Finame leasing, 12% por CDC e 3% por meio de consórcio.
No mercado de motocicletas 47% das vendas ocorreram por CDC, 30% por consórcio e 2% por leasing. A participação do consórcio, que fechou 2008 em 22% do total das vendas, volta a crescer, por conta do aumento das exigências para obtenção do CDC e do leasing para o setor.