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Veículos: mais vendas à vista. Calote avança para 5,1%

Dados da Anef, entidade que reúne das empresas financeiras das montadoras, indicam que no primeiro trimestre do ano houve um crescimento de 21,5% do saldo de leasing e crédito direto ao consumidor para aquisição de automóveis por pessoas físicas. As carteiras saltaram de R$ 120 bilhões em março de 2008 para R$ 145,8 bilhões no mesmo mês deste ano. O montante representa 35,7% de todo o crédito concedido pelo Sistema Financeiro Nacional para pessoas físicas.
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05 mai 2009

2 minutos de leitura

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Analisadas separadamente, a carteira de CDC caiu 2,6% em comparação ao primeiro trimestre de 2008, de R$ 83,7 bilhões para R$ 81,5 bilhões. Já o saldo das operações de leasing cresceu 77,1%, de R$ 36,3 bilhões em março do ano passado, para R$ 64,3 bilhões em março deste ano.

Outro ponto relevante no período foi a queda da taxa média de juros, que atingiu em março o patamar de 1,63% ao mês (21,41% ao ano). Em fevereiro de 2009, os juros estavam em 1,70% (22,42% ao ano). Quando relacionado a março de 2008, período em que se registraram juros de 1,61% ao mês (21,13% ao ano), as taxas ainda estão superiores, porém com forte tendência de queda.

Em relação aos planos de financiamento oferecidos pelas financeiras, os três primeiros meses do ano permaneceram estáveis, com plano máximo de 60 meses e média de 40 meses. Em comparação com o primeiro trimestre de 2008 houve queda, já que foram registrados planos máximos de 72 meses e médios de 42 meses.

A inadimplência acima de 90 dias em março permaneceu em alta, chegando a 5,1% da carteira da CDC, 1,8 ponto percentual maior do que no mesmo mês do ano passado. Em fevereiro a inadimplência estava em 4,8% da carteira.

Novo comportamento do consumidor

No primeiro trimestre 59% dos consumidores compraram automóveis e comerciais leves a prazo, contra 41% à vista. Até o ano passado, as vendas à vista contemplavam 36% do total comercializado. As promoções com a redução do IPI levaram às compras consumidores de maior poder aquisitivo e de veículos de maior valor, inclusive importados que usualmente utilizam pouco crédito.

No caso de veículos comerciais, 53% das vendas ocorreram por meio de Finame, 21% por leasing, inclusive Finame leasing, 12% por CDC e 3% por meio de consórcio.

No mercado de motocicletas 47% das vendas ocorreram por CDC, 30% por consórcio e 2% por leasing. A participação do consórcio, que fechou 2008 em 22% do total das vendas, volta a crescer, por conta do aumento das exigências para obtenção do CDC e do leasing para o setor.