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Veículos puxam queda de 2% da produção industrial

A queda de 5,4% na produção de veículos em julho na comparação com junho exerceu a principal influência no recuo de 2% da indústria brasileira no período, segundo a Pesquisa Industrial Mensal divulgada na terça-feira, 3, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além de veículos, a queda na produção atingiu 15 dos 27 setores pesquisados, sendo que o segundo maior impacto veio da retração de 10,7% da indústria farmacêutica. Outros principais destaques negativos da pesquisa foram os setores de borracha e plástico, com queda de 4,5%, celulose e papel, 3,6%, e alimentos, 1,4%.
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Redação AB

03 set 2013

2 minutos de leitura

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Em contrapartida, 11 atividades tiveram alta na produção e evitaram uma queda ainda maior da indústria. O desempenho de maior importância para a média global foi verificado em refino de petróleo e produção de etanol, cujo avanço foi de 3,3% em julho contra junho, resultado que recuperou parte da perda de 4,1% assinalada no mês anterior.

Já na comparação com julho de 2012, 18 setores dos 27 investigados tiveram crescimento, com destaque para refino de petróleo e etanol, com alta de 10,2%, seguido por veículos, cujo avanço anual foi de 4,3%, impulsionada pelo segmento de caminhões. O setor de máquinas e equipamentos teve alta de 5,6%, puxado por produtos como colheitadeiras e tratores agrícolas, empilhadeiras, propulsoras, motoniveladores, aparelhos de ar-condicionado e máquinas para o setor de celulose. Outros equipamentos de transporte, como aviões e motocicletas, somaram incremento de 12,8%.

Por outro lado, ainda na comparação com julho do ano passado, entre as nove atividades que reduziram a produção, os principais impactos foram observados em edição, impressão e reprodução de gravações (-9,9%), farmacêutica (-8,4%) e indústrias extrativas (-2,5%).