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Veículos têm cada vez menos recursos para financiamentos

O crédito destinado a aquisição de veículos em fevereiro ficou 1% abaixo do volume de janeiro, para R$ 181,9 bilhões, de acordo com dados divulgados na quarta-feira, 25, pelo Banco Central, referente ao desempenho do sistema financeiro no País. O resultado, que considera recursos livres para pessoa física (CDC), é reflexo do volume menor de financiamentos, uma vez que ainda há certa restrição para concessão de crédito, com maior seletividade. Na comparação com fevereiro de 2014, quando o crédito disponível para o setor era de R$ 191,8 bilhões, a queda é de 5,16%.
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Redação AB

25 mar 2015

2 minutos de leitura

Já para financiamentos via leasing (arrendamento mercantil), o crédito recuou 5,88% em fevereiro sobre janeiro, para R$ 2,89 bilhões, alcançando o menor patamar da série. No comparativo anual, o tombo chega a 59,3%: em fevereiro de 2014, o saldo de leasing era de R$ 6,68 bilhões. O valor para a modalidade declinou ao longo de todo o ano passado, encerrando dezembro com R$ 3,10 milhões de recursos disponíveis chegando até o montante atual.

Além de menor, o crédito também ficou mais caro: o juro médio praticado em fevereiro para o financiamento de veículos fechou a uma taxa de 24,8% a.a., a maior verificada pelo Banco Central nesta modalidade, pelo menos nos últimos doze meses. Em janeiro o valor médio foi de 23,8% a.a., enquanto em fevereiro do ano passado o mercado praticava média de 23,9%. A taxa para o leasing encerrou fevereiro em 15,7% contra os 14,8% de janeiro.

Segundo o relatório, os planos negociados em janeiro tiveram prazo médio de 41,8 meses contra os 42,1 meses em janeiro. Para leasing, os prazos ficaram em 42,8 meses em fevereiro, enquanto janeiro o prazo médio era de 45 meses.

INADIMPLÊNCIA

O dado positivo para o segmento de veículos é que a inadimplência continua como uma das menores comparando com outros setores da economia. Desde dezembro passado o índice está em 3,9%, sem oscilações em janeiro e fevereiro. Vale lembrar que até maio do ano passado, o índice estava na casa dos 5%, caindo para 4% entre junho e novembro.

Já os atrasos dos pagamentos entre 15 e 90 dias, que servem como um termômetro para projeções da inadimplência, subiu ligeiramente de 7% em janeiro para 7,1% em fevereiro, atingindo novamente a casa dos 7% após dezembro registrar 6,7% de atrasos.