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Redação AB
Texto atualizado na quinta-feira, 10, às 15h36
Quando o Grupo Fiat criou a FPT – Powertrain Technologies, em 2005, tomou a decisão estratégica de reunir em uma mesma empresa todo seu conhecimento sobre motores e transmissões, colocando sob a marca o acervo global de centros de pesquisa e desenvolvimento, fábricas e pistas de testes. O novo empreendimento, com o controle acionário nas mãos da Fiat, tinha a missão de abastecer a produção de automóveis, comerciais leves, veículos comerciais e o mercado industrial.
Um dos desafios da FPT era desatrelar o cordão umbilical da empresa com o Grupo Fiat, permitindo a expansão de negócios para novos horizontes e atender outros fabricantes de veículos. O esforço de diversificação trouxe alguns frutos e ainda estava em andamento quando houve a decisão em Turim de separar os negócios de automóveis daqueles que envolvem veículos comerciais e industriais – no caso, a Iveco, CNH e FPT Powertrain Technologies, reunidas agora na Fiat Industrial.
A nova estratégia já produziu efeitos na área de motores e transmissões. Desde 1º de janeiro ocorreu a divisão formal entre motores para automóveis (tanto Otto, como Diesel) e motores médio e pesados (só Diesel). Nos próximos dias devem ser divulgados detalhes desse split. A área de motores para automóveis voltará a ter o nome Fiat. Já a designação FPT deve ser reservada para a unidade de motores Diesel, que abastecerá caminhões, ônibus e veículos fora-de-estrada, além de algumas famílias de comerciais leves.
A separação deve levar algum tempo para ser efetivada, já que envolve mudanças estruturais nas áreas de vendas, marketing, produção, engenharia, tecnologia da informação e recursos humanos – entre outras.