
O Nano, reapresentado no Salão de Genebra, deve receber grande atenção do público e dos jornalistas no lançamento previsto para 23 de março em Mumbai. O carro estará no show room dos revendedores na Índia a partir da primeira semana de abril. As encomendas serão recebidas a partir da semana seguinte.
O Nano despertou a atenção de todo o mundo quando apareceu pela primeira vez diante das câmaras de televisão, em 10 de janeiro de 2008. A Tata confirmou várias vezes a intenção de vendê-lo a 100 mil rúpias, algo como US$ 2 mil. Esse deve ser o valor na fábrica, ao qual serão acrescentadas as margens dos concessionários e os custos do frete e eventuais acessórios.
A Tata, duramente afetada pelos investimentos na compra da Jaguar e da Land Rover no ano passado, empenha-se em finalizar na Índia a fábrica do Nano, que foi transferida integralmente do estado de West Bengal, diante de conflitos com os fazendeiros locais para a cidade de Sanand, no estado de Guajat.
Ben Oliver, da revista Automobile, avaliou o Nano e ficou surpreso. “Ele fará 80% do que faz um carro urbano coreano, custando 70% menos” – escreveu na edição de março da revista. Oliver estima que o carro, com motor de 623 cc, com dois cilindros e 33 hp, de tração dianteira, e velocidade máxima de 66 milhas por hora, custará cerca de US$ 2.600 para o consumidor indiano.
Entre as soluções para tornar o Nano um carro ultrabarato, Oliver aponta o emprego de apenas um limpador de para-brisa, o abastecimento de fluidos e até da gasolina no compartimento sob o capô (não há tampa externa do reservatório de combustível); apenas um espelho retrovisor, para o motorista; e a tampa traseira fixa, já que o acesso ao porta-malas é feito dobrando internamente os bancos traseiros; simplificação da fixação das rodas, com apenas três parafusos. Os únicos opcionais de fábrica são ar condicionado e vidros elétricos – tudo mais, incluindo rádio, rodas de alumínio e espelho retrovisor para o passageiro, deve ser adquirido na concessionária.