
Reportagem atualizada às 17h20.
A venda a prazo de automóveis e comerciais leves zero-quilômetro no primeiro trimestre somou 298,3 mil veículos e registrou pequena alta de 2,1% sobre o mesmo período do ano passado. O número foi divulgado pela B3, empresa de infraestrutura do mercado financeiro, e inclui vendas parceladas por CDC (Crédito Direto ao Consumidor), consórcio e, em menor parte, por leasing.
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Já a negociação de motos teve crescimento mais significativo em volume e porcentual. Segundo a B3 foram entregues 177,7 mil unidades, 13,6% a mais que no período de janeiro a março de 2018. No caso das motocicletas, os principais motivos para a ampliação dos negócios estão na maior oferta de crédito e na ajuda dos consórcios, que responderam por 29% das unidades entregues no começo do ano.
Para os veículos pesados foi o aquecimento da economia que motivou a alta nas vendas. As 26,1 mil unidades zero-quilômetro negociadas a prazo registraram alta de 37,7% sobre o primeiro trimestre de 2018. O setor vem sendo puxado pela maior procura por caminhões e renovações de frotas de ônibus municipais e rodoviários. O transporte de passageiros levou até mesmo a Fenabrave a revisar para cima parte de suas projeções. De acordo com a B3, o CDC respondeu por 86,2% de todas as vendas a prazo no primeiro trimestre. A parcela dos consórcios foi de 12,4%. A fatia do leasing foi de apenas 0,5%.
EM USADOS LEVES, CRESCIMENTO DE 6,5%
Ainda segundo a B3, de janeiro a março foram vendidos a prazo 825,4 mil autos e comerciais leves usados, 6,5% a mais que no mesmo período do ano passado. Entre os segmentos, a maior alta no trimestre, de 15,5%, foi anotada entre as motos, com 40,7 mil unidades negociadas.
Os caminhões e ônibus usados negociados a prazo somaram 34 mil unidades no trimestre, anotando crescimento de 12,9%.