De acordo com o comunicado divulgado pela empresa, o lucro operacional de 2012 totalizou € 122 milhões, uma vez deduzidas outras receitas e despesas operacionais, que ficaram negativas em € 607 milhões, principalmente em razão das depreciações relacionadas a vários veículos do grupo, a desvalorização da moeda iraniana e das despesas de reestruturação. Em 2011, o lucro operacional tinha sido de € 1,2 bilhão.
O faturamento da Renault, por sua vez, foi de € 41,2 bilhões, queda de 3,2% sobre 2011. O resultado foi impactado, como era de se esperar, pela retração de 18% no mercado europeu. Nem mesmo a alta de 9,1% nas vendas dos demais continentes foi capaz de compensar o impacto. A contribuição da divisão automobilística para o faturamento do grupo chegou a € 39,1 bilhões, em queda de 3,7% em relação a 2011.
A margem operacional diminuiu € 362 milhões no ano passado, para € 729 milhões (1,8% do faturamento), contra mais de €1 bilhão em 2011 (2,6% do faturamento). A margem operacional da divisão automobilística ficou negativa em € 25 milhões (-0,1% do faturamento), contra € 330 milhões em 2011 (0,8% do faturamento), por causa da crise e também do aumento da concorrência na Europa.
O fluxo de caixa livre da divisão automotiva ficou positivo pelo quarto ano consecutivo, totalizando € 597 milhões, permitindo ao grupo aumentar seus investimentos para 8,1% do faturamento.
PROJEÇÕES
A Renault aponta que o mercado europeu continuará incerto em 2013, registrando queda de 3%. Em contraponto, a indústria automobilística mundial (veículos de passeio e utilitários) deve crescer na mesma proporção em relação a 2012, impulsionado por demandas do Brasil (+1,5%), China, América do Norte, Índia e Rússia.
Nesse contexto, a francesa diz que manterá seu plano global. Na Europa, com o lançamento de novos modelos (Captur, ZOE, Novo Clio Estate, Novo Logan), o grupo pretende recuperar participação de mercado e consolidar a estratégia comercial de valorização de suas marcas.