
– Veja aqui os números da Anfavea
A queda mais acentuada no acumulado dos quatro meses, de 41,9%, ocorre para os caminhões médios, que tiveram menos de 1,5 mil unidades emplacadas no período. A menor retração, de 7,5%, ocorreu para os veículos pesados: “Isso poderia indicar alguma retomada, mas não é o que notamos. Ela só é menor que as demais porque este foi o segmento que mais caiu em 2015”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Luiz Carlos Gomes de Moraes.
“O consumidor não tem confiança, por isso não está comprando”, diz Moraes. O executivo informa ainda que a idade média da frota de pesados está subindo e nenhum dos outros segmentos dá indícios de recuperação.
PRODUÇÃO
A produção de caminhões no acumulado até abril soma 20,4 mil unidades e revela queda de 32,4%. “A capacidade ociosa nas fábricas de caminhões está entre 70% e 80%”, afirma o presidente da entidade, Antonio Megale. Os modelos semipesados registraram o maior volume no período, 6 mil unidades produzidas, e também a maior retração, 50,8% ante o mesmo período de 2015.
EXPORTAÇÕES
Dos três segmentos (veículos leves, caminhões e ônibus), o único que registrou queda nas exportações foi o de caminhões. De janeiro a abril os embarques somaram 5,8 mil unidades, 4,2% a menos que no ano passado. “A venda externa de caminhões normalmente ocorre em grandes lotes e há ainda outras questões a considerar como a implantação de garantia, assistência técnica e até mesmo a ‘exportação’ do financiamento”, explica Megale.
O presidente da Anfavea acredita, porém, que as vendas externas de pesados devem crescer porque “todas as montadoras estão saindo em busca de novos negócios” e atribui a queda no primeiro quadrimestre a eventuais dificuldades com os compradores atuais.
O maior volume de embarques ocorreu para os modelos pesados, 2,3 mil unidades e alta de 14,2%. Foi o único segmento de caminhões cujas exportações cresceram no período.
ÔNIBUS RECUAM AO ANO DE 1994
As vendas de ônibus no acumulado até abril somaram 3,6 mil unidades, registrando queda de 46,3% ante o mesmo período do ano passado. “Os números atuais são semelhantes aos de 1994”, diz Moraes. Além do momento econômico atual, a indefinição sobre as licitações para compra de ônibus na cidade de São Paulo e o baixo volume de aquisições pelo governo federal acentuam a retração no setor. A produção nacional somou 5,9 mil unidades e registrou queda de 39,2%.
As exportações totalizaram 2,3 mil ônibus no acumulado até abril e alta de 15,3% sobre o mesmo período do ano passado. Os modelos urbanos, 1.453 ao todo, registraram acréscimo de 49,5%. Os rodoviários, porém, tiveram queda expressiva de 18%, com pouco mais de 800 unidades embarcadas de janeiro a abril.
Confira, em vídeo, o balanço dos resultados da indústria automotiva de janeiro a abril de 2016: