Notícia publicada no Estadão de sábado, 2, assinada por Cleide Silva, registra que a indústria automobilística encerra o semestre com vendas de 1,737 milhão de veículos, incluindo caminhões e ônibus, volume recorde para o período e 10% maior em relação aos seis primeiros meses de 2010. O mês que terminou foi o melhor junho da história. A tendência para a segunda metade do ano, porém, é de desaceleração do crescimento.
Com base em dados do mercado, a jornalista informa que em junho foram licenciados 304,4 mil veículos, 15,8% a mais que no mesmo mês do ano passado, mas 4,46% abaixo de maio, até agora o melhor mês do ano, com 318,5 mil veículos comercializados. Boa parte das vendas foi feita a frotistas, que conseguem preços especiais. Na média diária, junho, com 20 dias úteis, teve vendas de 15.219 veículos, acima de maio, com 22 dias úteis e 14.478 unidades ao dia. Só em automóveis e comerciais leves foram vendidos no mês passado 287 mil unidades, com média diária de 13.667 unidades, igual a maio.
Segundo Cleide Silva, de acordo com alguns fabricantes a desaceleração deve ser mais acentuada no segmento de automóveis, mais dependente do crédito privado, que está mais caro. O segmento de caminhões e ônibus tende a seguir crescendo.
Os dados sobre o mercado brasileiro devem ser publicados no portal da Fenabrave nos próximos dias.
A Anfavea, entidade dos fabricantes de veículos automotores, projeta para 2011 o emplacamento de 3,69 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. As exportações deverão ficar no patamar de 485 mil unidades, enquanto as importações podem avançar para mais de 850 mil unidades. A produção é estimada em 3,42 milhões de unidades.