
– Veja aqui os números da Anfir.
“É a primeira vez desde 2007 que a indústria não ultrapassou a marca de 100 mil produtos emplacados”, destacou Alcides Braga, presidente da Anfir, que distribuiu nota comentando os resultados do setor em 2015 na quarta-feira, 6.
PROJEÇÃO PARA 2016
Para 2016, diante da situação econômica e das regras de financiamento vigentes, a Anfir projeta que o desempenho do setor deverá ser semelhante ao apurado em 2015 ou com ligeira queda. “Acreditamos que não deverá haver crescimento, porque a economia não dá nenhum sinal de retomada, infelizmente”, estima Braga.
A Anfir considerou acertada a decisão do BNDES de elevar a participação do banco nos financiamentos via Finame. “Defendemos essa medida no fim do ano passado porque entendemos que essa é a forma, junto com a utilização da TJLP nos contratos, de dar suporte ao setor sem que haja subsídio”, explica Mario Rinaldi, diretor executivo da entidade. O BNDES elevou o porcentual financiável do Finame de 70% para 80% do valor do bem para pequenas e médias empresas e de 50% para 70% nos negócios com grandes empresas.
Os fabricantes de implementos esperam que os dois primeiros meses de 2016 podem ser mais positivos com o fechamento negócios gerados na Fenatran, em novembro. “No evento a Anfir apurou que aconteceram aproximadamente 5.700 oportunidades de negócios, conceito que reúne vendas e pedidos firmes de aquisições”, diz Alcides Braga. “Se essas vendas forem concluídas deverão ser contabilizadas até fevereiro”, explica.
SEGMENTOS
O segmento de implementos pesados, reboques e semirreboques, foi o que registrou a maior retração em 2015, de 47,51%, porcentual praticamente igual ao da queda das vendas de caminhões. Foram emplacados 29.670 veículos rebocados de janeiro a dezembro, contra 56.529 em 2014. Trata-se do segundo pior resultado da indústria no segmento desde 2004, segundo a Anfir.
No segmento de implementos leves, carrocerias sobre chassis, a retração apurada foi pouco menor, de 43,25%. Em 2015 a indústria entregou 58.645 unidades, contra 103.341 produtos em 2014, um dos quatro piores desempenhos desde 2004.
As exportações de implementos tiveram resultado melhor em 2015, mas ainda assim registraram queda de 13,1%, com embarque de 2.999 unidades, contra 3.453 um ano antes. As vendas externas, apesar do câmbio favborável com a desvalorização do real, ainda não atingiram patamar suficiente para compensar as perdas do mercado doméstico.