
Outro motivo foi o início do Proconve P7, ou Euro 5, nova etapa da legislação de emissões para veículos comerciais, que fez as vendas de caminhões caírem. Segundo a entidade, nem mesmo a redução das taxas de juros foram capazes de manter o setor de implementos rodoviários aquecido. “A taxa de juros de 2,5% ao ano é muito importante, mas o setor depende do aquecimento da atividade industrial, além de outros setores da economia”, avalia Alcides Braga, presidente da Anfir.
Segundo ele, outro aspecto crítico é a sucessão de cortes nos juros do BNDES/Finame, feitos em abril, maio e pela última vez em agosto, para 2,5% ao ano. Os anúncios feitos em seguida um do outro acabam congelando as vendas ao invés de aquecê-las. Muitos clientes que já tinham iniciado o processo de compra de um bem cancelaram as ficha para se beneficiarem das melhores condições. Esse movimento causa retração imediata das vendas.
A maior retração entre janeiro e setembro foi registrada na linha leve, de carrocerias sobre chassis, que anotou queda de 17,2% no período, para 81,3 mil unidades. Os negócios na linha pesada diminuíram 16,2%, para 38 mil equipamentos.