
– Veja aqui os dados completos da Anfir
Segundo comunicado divulgado pela associação dos fabricantes de implementos rodoviários, a Anfir, a definição das condições para 2015 do PSI/Finame deve trazer impacto negativo nas vendas do setor no primeiro trimestre do ano, especialmente no segmento pesado (veículos rebocados), pois a linha de financiamento de investimentos do BNDES é responsável por financiar a maior parte dos negócios. A influência do crédito subsidiado do governo é bem menor para os implementos sobre chassis, porque boa parte das empresas compradoras não se enquadra nas regras do BNDES para aprovação do financiamento.
A taxa anual de juros praticada nos financiamentos do PSI passou para 10% para as grandes empresas, 9,5% para as pequenas e médias e 9% na modalidade Pró-Caminhoneiro, destinada a autônomos. O maior impacto, contudo, é que a linha não financiará mais 100% do bem, mas apenas 50% do valor no caso de grandes corporações e 70% para empresas de pequeno e médio portes. Na segunda-feira, 5, o BNDES publicou circular em que abre a possibilidade de financiar mais 40% ou 20% do bem, chegando a 90%, com taxas maiores e variáveis. Contudo, as regras ainda não estão claras e na prática nenhuma operação de financiamento foi fechada desde o início de dezembro, quando terminou o programa anterior.
“A indústria espera que os bancos comerciais entrem firmes no complemento do valor dos bens, com taxas competitivas. Isso é importante para atrair clientes a fazer aquisições sem desembolso de capital de giro”, diz Alcides Braga, presidente da Anfir.
A avaliação da entidade é de que o fraco desempenho dos negócios em 2014 influenciará o comportamento dos empresários em 2015. “Os planos de aquisições e renovações serão revistos e é natural que haja comportamento mais conservador para a compra de implementos rodoviários”, avalia Mario Rinaldi, diretor executivo da Anfir.