
“O recuo aconteceu antes de o mercado passar pelos principais eventos do calendário como a Copa do Mundo e as eleições. Assim, se não houver nenhuma alteração no ritmo da economia ou não for concedido nenhum incentivo ao mercado para estimular os negócios, estimamos que a queda poderá ser superior aos 5% previstos em fevereiro”, argumenta Braga em comunicado divulgado na segunda-feira, 7.
De acordo com os dados divulgados pela Anfir, os dois principais segmentos apresentaram resultados negativos nos três primeiros meses do ano: em pesados – reboques e semirreboques – houve retração de 5,39% sobre o primeiro trimestre de 2013, para 13,9 mil unidades, enquanto em leves – carroceria sobre chassis – os emplacamentos recuaram 5,42%, para 22,5 mil unidades.
O desempenho do trimestre é resultado do fraco movimento dos emplacamentos do setor no bimestre, que terminou com crescimento zero. Na ocasião, a Anfir advertiu que o resultado havia sido mascarado pela transferência de contratos de financiamento que deram entrada no BNDES em novembro e dezembro e concluídos no início deste ano. “Tratou-se de uma estratégia de buscar segurar a taxa de juros mais baixa, no caso os 4% do segundo semestre de 2013, contra os 6% em vigor desde 1º de janeiro de 2014”, explica Mario Rinaldi, diretor executivo da entidade.
Para o decorrer de 2014, o presidente da Anfir declara esperar que os negócios motivados pela Copa do Mundo aliados à perspectiva de safra agrícola superior ao último exercício possam ajudar a reduzir o impacto negativo nos negócios. “Mas só esses fatores não serão suficientes para impedir que a indústria registre queda, com perdas para todas as empresas do setor”, adverte.
– Veja aqui o desempenho de vendas de implementos rodoviários para o primeiro trimestre.