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Venda de implementos rodoviários fica 29% menor

As vendas de implementos rodoviários encerraram 2016 com mais um ano de queda: o emplacamento de 61.996 unidades ficou 29,8% abaixo do volume registrado no ano anterior, quando o setor licenciou 88.315 implementos, entre leves e pesados, de acordo com o balanço do ano divulgado pela Anfir, associação que reúne as fabricantes. É o segundo ano consecutivo de queda: em 2015 as vendas já haviam recuado 44,7% sobre 2014.
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Redação AB

09 jan 2017

2 minutos de leitura

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O presidente da Anfir, Alcides Braga, lamenta o resultado: “A indústria perdeu um terço do mercado”, avalia o executivo. Os números apontam que em dois anos houve um recuo que equivale a mais de dois terços do mercado apurado em 2014, quando o setor entregou mais de 159,8 mil implementos rodoviários ao mercado interno. “Porém se enxergarmos o mercado desde 2015 o abismo de produção é ainda maior”, afirma.

Segundo o balanço da Anfir, há dois anos o setor empregava 71 mil pessoas, entre postos de trabalho diretos e indiretos. Em 2016, este total passou para 40 mil trabalhadores: “Sem alterações no modelo de financiamento e sem planos que voltem a fazer a economia crescer as empresas do setor não terão como aguentar”, afirma Braga.

A queda no ano foi puxada pelo segmento leve, que considera carrocerias sobre chassis: as vendas recuaram quase 39% no comparativo anual, passando de 58,6 mil unidades em 2015 para 38,8 mil no ano passado.

Apesar da queda um pouco menor, de 21,8%, o segmento pesado de reboques e semirreboques oscilou com variações negativas ao longo de todo o ano e encerrou o período com vendas de 23,1 mil contra as 29,6 mil de um ano antes.

Na contramão do mercado interno, as exportações tiveram desempenho positivo no balanço de 2016, encerrando o ano com crescimento de 23,3%: o Brasil conseguiu exportar 3.631 implementos a outros mercados, sendo que em 2015 este volume parou em 2.944 unidades.

Como forma de continuar estimulando as vendas ao exterior, a Anfir criou em 2016 o projeto de exportação em conjunto com a Apex-Brasil, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos. Segundo a entidade, volume de negócios que poderá ser realizado pela indústria deve ultrapassar os US$ 35,1 milhões.

O programa incluiu três rodadas de negócios para potenciais clientes de países vizinhos, como a Colômbia, Peru e Chile (leia aqui).

Em 2017 o projeto deverá continuar com a escolha de novos mercados-alvo. “Estamos definindo com a Apex-Brasil e com os nossos associados quais serão os próximos países”, afirma o diretor executivo da Anfir Mario Rinaldi. A entidade também planeja trazer ao Brasil um grupo de importadores latino-americanos para conhecer a Fenatran, que será realizada em outubro.