
Os implementos rodoviários fecharam 2022 com 154,7 mil unidades negociadas e queda de 4,9% na comparação com o ano anterior. A retração foi pouco maior que a anotada para a venda de caminhões (-2%). Os números foram divulgados na segunda-feira, 9, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir).
A entidade minimiza a queda por se tratar de uma diferença inferior a 5% e ressalta que 2022 foi o segundo ano consecutivo com vendas acima das 150 mil unidades, “o que indica consolidação da atividade”, segundo o presidente da Anfir, José Carlos Spricigo.
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O executivo ressalta que a queda em volume também ocorreu por causa da entrada no mercado de carretas com quarto eixo, que em regra substituem o uso de dois implementos (bitrem). “O menor número de produtos vendidos não significou, necessariamente, queda nos negócios”, recorda Spricigo.
Para 2023, os fabricantes do setor estimam 140 mil implementos e consequente queda de 9,5%. A projeção é semelhante à da Anfavea para os caminhões (-11,5%). Para o começo de 2023, porém, a expectativa é de um bom volume de caminhões e também implementos entregues como consequência de negócios realizados na Fenatran, maior feira de transporte da América Latina, realizada em novembro de 2022.
Equipamentos pesados puxaram a queda
De janeiro a dezembro foram negociados 83,1 mil reboques e semirreboques, os implementos pesados, resultando em queda de 8% na comparação com 2021. Essa retração foi consequência da redução nas vendas de caminhões de grande porte em 2022.
De acordo com a Anfir, a queda mais acentuada, de 45,9%, ocorreu nos baús para carga geral, que fecharam o ano com 5,6 mil unidades. Esses equipamentos são usados pela indústria e comércio, confirmando o arrefecimento da economia do País. Em volume, a queda mais importante ocorreu para os implementos graneleiros, em que as 14,7 mil unidades emplacadas indicaram retração de 13,9%.
Implementos leves recuam apenas 1%
O acumulado do ano teve 71,6 mil implementos leves (montados sobre chassi) negociados no ano passado, o que resultou em retração de 1% na comparação com 2021. Assim como nos equipamentos pesados, houve queda na entrega de baús de alumínio. As 25,6 mil unidades vendidas indicam retração acima de 15%. A queda também preocupa, já que esses equipamentos carregam alimentos e carga geral em transporte rodoviário ou urbano.
Em contrapartida, cresceram 44% as vendas de implementos basculantes, para 10,9 mil unidades. São equipamentos essenciais para a construção civil, atividade que esteve aquecida desde o primeiro bimestre de 2022.