logo

ana helena de andrade

Venda de máquinas recua 44,6% no bimestre

Apesar do bom momento do agronegócio no País, as 3,9 mil máquinas agrícolas e rodoviárias vendidas no primeiro bimestre acumulam queda de 44,6% ante o mesmo período do ano passado. “Em algum momento esse movimento deve se reverter e as vendas subirão”, diz Ana Helena de Andrade, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Author image

cria

04 mar 2016

2 minutos de leitura

G_noticia_23554.gif

– Veja aqui os números da Anfavea

“As safras vêm batendo recordes e esse ciclo não deve ser interrompido. A renovação dos equipamentos é fundamental para que não se perca a produtividade”, recorda a executiva. Ela ressalta que no Brasil uma máquina roda três vezes mais do que em outros países porque o clima permite mais safras e isso resulta em maior desgaste, que compromete a capacidade produtiva.

Fevereiro já trouxe indícios de melhora, com 2,3 mil máquinas vendidas e alta de 50,4% sobre janeiro. O crescimento foi rebocado pelo bom desempenho dos tratores de rodas. “Eles são um retrato do setor porque têm um escopo amplo e atendem do pequeno agricultor às grandes empresas”, diz Ana Helena.

Já a venda de colheitadeiras em fevereiro somou 329 unidades e quase repetiu o resultado de janeiro. No acumulado do ano elas registram queda de 12% ante o mesmo período do ano passado, uma retração menor que a média porque estão em seu pico de sazonalidade.

PRODUÇÃO E EXPORTAÇÕES

A produção de máquinas agrícolas e rodoviárias somou 4,8 mil unidades no primeiro bimestre e recuou 52% ante o mesmo período de 2015. A maior retração ocorreu para as retroescavadeiras, em que as 303 unidades resultaram em queda de 73%. Também é expressiva a redução de volume dos tratores de rodas, 3,8 mil unidades no bimestre e queda de quase 50%. De acordo com a Anfavea, a capacidade ociosa nas indústrias do segmento é de 48%, menor que na de automóveis (50%) e na de caminhões (74%).

Em janeiro e fevereiro o País exportou 832 máquinas, volume 39,8% mais baixo que o do primeiro bimestre de 2015. Ana Helena também acredita na melhora desses números durante o ano: “Temos expectativa de retomada de volume adequado pela melhoria no ambiente regulamentar e operacional com a Argentina. Também haverá aumento de exportações para a África, onde as condições gerais de plantio são semelhantes às brasileiras.