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Mário Curcio, AB
A venda de motos em fevereiro somou 134.642 unidades, queda de 5,34% na comparação com janeiro deste ano e de 7,92% no confronto com fevereiro do ano passado. Os dados foram divulgados pela Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionárias. Não se pode atribuir a redução de emplacamentos apenas ao carnaval, pois em março de 2011, quando ocorreu o feriado, 160.298 novas unidades chegaram às ruas, 19,05% a mais que neste fevereiro, igualmente marcado pela festa de Momo.
A restrição ao crédito tem sido motivo frequente de queixas da Abraciclo, associação dos fabricantes do setor, e pode ter alguma relação com o desempenho de fevereiro. Segundo a Anef, associação que reúne as financeiras das montadoras, a inadimplência no segmento de duas rodas atingiu 20%. No acumulado do ano, porém, 2012 teve 276.881 novas unidades chegando às ruas, ante 278.331 no mesmo período de 2011, pequena queda de 0,52%.
Em fevereiro, as quatro motos mais vendidas ostentam a marca Honda. A empresa detém no acumulado do ano 79,37% do mercado brasileiro. A Yamaha se segura no segundo lugar, mas vem perdendo participação. Durante algum tempo, a fabricante se segurou com cerca de 12% do mercado, mas agora está abaixo dos 11% (exatos 10,75%).
Essa queda pode se acentuar porque a empresa está cada vez mais cercada de produtos concorrentes com motores de 150 cc (que ela ainda não tem no Brasil). Em terceiro lugar está a Suzuki, com 2,36%. A fabricante conseguiu distanciar-se da quarta colocada graças ao bom desempenho de seu scooter AN 125 Burgman e da Intruder 125.
A Dafra, que fechou 2011 em terceiro, ocupa agora uma quarta posição nada confortável, com 1,95% e a Kasinski ali colada na quinta colocação, com 1,60%. Contudo, é possível que a Dafra consiga respirar e recuperar vantagem durante o ano por causa de recentes lançamentos de baixa cilindrada (entre 150 e 250 cc).