
A venda de motos em junho somou apenas 74,1 mil unidades, o segundo pior resultado do ano, atrás apenas de fevereiro, quando ocorreu o carnaval. A média diária de vendas recuou para 3,5 mil unidades, depois de alcançado cerca de 4 mil motos/dia em meses recentes. Os números foram divulgados pela Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionários.
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Na comparação com os emplacamentos de maio, o setor anotou queda de 8,8%, a maior de todos os segmentos de veículos, em parte por causa da greve dos caminhoneiros, de acordo com a Fenabrave. No acumulado do ano foram emplacadas 457 mil motos, número 6,9% maior que o anotado no primeiro semestre do ano passado.
Vale dizer que outros dois fatores podem explicar a retração das vendas em junho. As festas juninas costumam ter efeito negativo sobretudo no Nordeste, a segunda região mais importante em venda de motocicletas. A Copa do Mundo seria outro ponto desfavorável. Com a renda comprometida com um novo televisor, muitos consumidores acabaram deixando a moto zero-quilômetro para depois.
FENABRAVE AJUSTA PROJEÇÃO PARA CIMA
A Fenabrave fez um pequeno ajuste de sua previsão para o setor de motos. Em vez de 903,1 mil unidades e alta de 6,1% sobre o ano de 2017, a entidade estima agora 917 mil motos e crescimento de 7,7% nas vendas. A crença da Fenabrave decorre do desempenho do primeiro semestre e de uma pequena recuperação do crédito, com a taxa de aprovação das propostas de financiamento estabilizada em torno de 20%, não mais em 15% como ocorria até o ano passado.
“Vemos boas perspectivas com a recuperação das classes C e D, onde estão os principais consumidores de motos”, diz Carlos Porto, vice-presidente da Fenabrave.