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Venda de motos deve crescer 15,7% em 2010

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Giovanna Riato

07 dez 2010

3 minutos de leitura

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Giovanna Riato, AB

A Abraciclo, associação dos fabricantes de motos, espera um avanço de 15,7% no mercado interno do setor em 2010, com mais de 1,82 milhão de unidades. Só em novembro foram vendidos 177 mil veículos no atacado, avanço de 9,2% sobre outubro. Os emplacamentos do mês somaram 158 mil, com evolução de 5,7% na comparação com o mês anterior.

A produção das fabricantes cresceu 18% sobre 2009, com 1,81 milhão de veículos saídos das linhas de montagem. As exportações avançaram 17,9% entre janeiro e novembro, com de 62 mil unidades. A expectativa é fechar o ano com 70 mil unidades vendidas no exterior.

O setor foi surpreendido pelo maior rigor para a liberação de crédito, anunciado pelo Banco Central no início deste mês, que determina 36 meses como o prazo máximo para financiamento e entrada mínima de 20% do valor do produto. “Ainda é cedo para saber o impacto da medida, mas certamente haverá um impacto sobre as vendas”, afirma Jaime Matsui, presidente da entidade.

Um dos possíveis efeitos colaterais da medida é o aumento da demanda por consórcios. Dados da Abraciclo apontam que, em 2004, 52% das vendas de duas rodas eram feitas nesta modalidade. Em 2010 o maior volume de negócios está em financiamentos, com 52%, enquanto28% do volume está concentrado em consórcios, 19% em pagamentos a vista e apenas 1% em operações com leasing. “Já tivemos antes situações de retração de crédito em que percebemos o aumento da busca por consórcios”, explica o presidente.


2011

A Abraciclo projeta um avanço de 9,5% no mercado interno no próximo ano, com 2 milhões de unidades. A produção deve crescer 13,3%, para 2,06 milhões de veículos. A retração poderá ser registrada nas exportações, com desaceleração de 14,3%, para cerca de 60 mil motos.

Uma das tendências do mercado para o próximo ano é o avanço dos modelos com motor flexível. Em 2009 as motos bicombustíveis alcançaram 12% de participação nas vendas. Este ano a presença cresceu para 18,5%. “Assim como aconteceu com os automóveis, o flex deve ganhar espaço gradativamente”, espera Moacyr Paes, diretor executivo da associação.

Foto: Jaime Matsui, presidente da Abraciclo.