
A produção de motocicletas no primeiro mês do ano teve 75,9 mil unidades, neste caso o pior resultado para janeiro desde 2002. O volume montado no primeiro mês de 2016 foi 37,8% menor que o de janeiro de 2015. A retração na montagem de motocicletas é semelhante à anotada na fabricação de caminhões (-38,7%) e reflete a persistência da fraca demanda e estoques elevados em dois setores bastante diferentes, mas igualmente afetados pela falta de confiança do consumidor.
As vendas exportações de janeiro somaram 3,3 mil unidades e registraram expansão de 53,4% em relação a janeiro de 2015.
EMPLACAMENTOS “REAIS” DENOTAM QUEDA DE 27,7%
As motos emplacadas em janeiro somaram 96,2 mil unidades, resultando em queda 11,4% em relação ao mesmo mês de 2015. Essa retração bem menor que as da produção e vendas no atacado foi mascarada por um grande número de ciclomotores lacrados em razão de uma mudança no código de trânsito, que não permite mais que esses veículos de 50 cc continuem rodando sem placa.
A partir de dados do Renavam, a Abraciclo descontou dos emplacamentos de janeiro os ciclomotores com ano-modelo 2014 ou mais antigos e chegou a 78,5 mil unidades, volume 27,7% menor que o de janeiro de 2015. O número inflacionado pelos ciclomotores fez com até com que a Shineray figurasse em janeiro como segunda colocada no ranking das marcas, à frente da Yamaha.