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Venda de pneus às montadoras cai 20,8% no semestre

As vendas de pneus diretamente para montadoras tiveram queda de 20,8% no primeiro semestre na comparação com igual período de 2015, ao passar de 7,76 milhões de unidades para 6,14 milhões, informa a Anip, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos. No geral, as vendas do segmento recuaram 1,9%, para 35 milhões de unidades, considerando OEM, mercado de reposição e exportações.
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Redação AB

30 ago 2016

2 minutos de leitura

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Considerando apenas vendas às montadoras, todos os segmentos registraram volumes menores, com destaque para a queda de 66,6% dos modelos industriais, que passaram de 6,2 mil para 1,1 mil unidades em um ano. Os pneus para veículos de passeio tiveram redução de 20%, enquanto o de cargas para caminhões e ônibus resultou em volume 32% menor. Apesar disso, as exportações de ambos os modelos cresceram 41,8% e 24,3%, respectivamente, para 2,7 milhões de leves e 618,7 mil unidades para pesados.

Já no mercado de reposição as vendas de leves tiveram leve recuo de 0,3%, para pouco mais de 12,6 milhões de pneus, enquanto as de pesados subiram 6,2%, para 2,77 milhões, refletindo o bom momento do setor de veículos usados.

No geral, somando vendas às fabricantes de veículos, ao mercado de reposição e exportações, os de passeio fecharam os seus primeiros meses do ano com queda de 0,7%, para 18,9 milhões. Os pneus para veículos de carga somaram 3,79 milhões, volume 2,6% maior que o de mesmo intervalo de 2015.

Ainda sobre janeiro-junho, a produção de pneus no Brasil diminuiu 3,2% no comparativo anual, para um total de 33,5 milhões de unidades.

“Os resultados negativos são reflexos da crise econômica e da baixa competitividade dos pneus nacionais. Por conta dos elevados custos operacionais e tributários no País, a indústria brasileira não consegue oferecer melhores preços, o que acaba limitando a competitividade do produto tanto para o mercado interno quanto para a exportação”, avalia Alberto Mayer, presidente da Anip.

Já a balança comercial do setor foi positiva no fechamento do semestre: a indústria exportou mais do que importou no período em comparação ao ano passado, resultado em saldo positivo de 4,9 milhões de unidades ou US$ 405,2 milhões.

“O País precisa adotar políticas mais competitivas para estimular a indústria nacional e, consequentemente, aquecer a economia. Produzimos produtos de altíssima qualidade internamente, contudo não conseguimos disputar em pé de igualdade com os preços ofertados no mercado externo”, declara. Mayer.