
Os números foram divulgados pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip). A queda nas vendas totais se acentuou de 3% para 3,2% na passagem do trimestre para o quadrimestre. O presidente da entidade, Alberto Mayer, permanece preocupado com o recuo que ocorre também no mercado de reposição (-2,4%), apesar de a frota circulante estar crescendo. “A explicação vem sobretudo da queda na reposição do segmento de duas rodas. Temos duas leituras muito ruins para isso: os motociclistas estão adiando a substituição (e rodando com pneus carecas) ou comprando itens recauchutados, o que é proibido no segmento e põe em risco a vida do motociclista”, recorda Mayer.
De acordo com o executivo, a produção total de pneus no quadrimestre caiu 6,2%. Com isso, a indústria local fabricou cerca de 1,5 milhão de itens a menos que nos mesmos quatro meses de 2015. Segundo Mayer, as fábricas instaladas no Brasil (sete multinacionais e quatro brasileiras) haviam fechado até março 1,5 mil vagas de 30 mil antes existentes.
As exportações nos primeiros quatro meses tiveram alta de 23,2%, mas sobre uma base pequena. “O importante nesse momento é o sinal positivo. O crescimento reflete basicamente o restabelecimento do envio à Argentina, prejudicado no governo da presidente Cristina Kirchner”, recorda o presidente da Anip. Embarques ao Uruguai, Colômbia e Peru também ajudam a atenuar os efeitos da queda do mercado brasileiro.