
Os números foram divulgados pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip). Segundo a entidade, a alta foi motivada não só por causa da desvalorização do real, mas também pelo crescimento dos embarques à Argentina: “Em dezembro eles derrubaram a Djai (Declaração de Importação Antecipada Argentina), o que nos permitiu um aumento dos negócios”, afirma o presidente da Anip, Alberto Mayer. “Também houve crescimento marginal de exportações para as matrizes das fábricas instaladas aqui”, diz.
De janeiro a fevereiro deste ano, a balança comercial dos fabricantes nacionais de pneus teve superávit de U$S 113,55 milhões, com saldo de 1,68 milhão de unidades de pneus (exportações menos importações). Outro destaque foi a queda de -40,5% nas importações.
FORNECIMENTO ÀS MONTADORAS
O acumulado de janeiro e fevereiro foi marcado pela queda nas vendas para montadoras em todos os segmentos, em unidades de pneus: industriais, -81,3%; OTR, -55,5%; duas rodas, -53,4%; carga, -45,1%; agrícola, -41,1%; passeio, -29,1%; e camioneta, -8,5%.
REPOSIÇÃO ABAIXO DO ESPERADO
Diante do pequeno crescimento de 0,6% nas vendas ao mercado de reposição, Mayer admite que terá de revisar os números: “Projetávamos alta de 1,7% para 2016 por causa do crescimento da frota circulante.” O executivo destaca que a queda total do aftermarket é de 14,2% quando os importados entram na conta. Transformando esse porcentual em unidades, mais de 1,4 milhão de pneus deixaram de ser substituídos.