
A venda de pneus no primeiro semestre somou 28,9 milhões de unidades e registrou pequena alta de 2,3% sobre o mesmo período do ano passado. Esse ligeiro crescimento foi possível pelo fornecimento às montadoras, em que os 7,6 milhões de pneus fornecidos resultaram em alta de 28,3% na comparação com a primeira metade de 2017.
Já o mercado de reposição, o de maior volume, encolheu. O período teve 21,3 milhões de pneus repassados às revendas, 4,6% a menos na comparação interanual. Os números da Anip também mostram que a alta foi puxada pelos pneus de carga (3,5 milhões de unidades e alta de 9,2%) e de motos (4,85 milhões, acréscimo de 7,9%).
“O resultado poderia ter sido melhor, já que tínhamos registrado um forte aumento nas vendas nos primeiros meses. Mas sentimos o impacto da paralisação em maio (do setor de transporte rodoviário) e da Copa do Mundo, que afetaram o funcionamento das linhas de produção e as vendas no varejo”, diz o presidente executivo da Anip, Klaus Curt Müller.
Vale ressaltar que no caso dos pneus para motos a Anip omitiu em seu estudo o volume de venda às montadoras, o que resultaria em cerca de 700 mil pneus a mais do que o informado.
A balança comercial registra saldo positivo de US$ 13,1 milhões, apesar de o volume importado ser mais alto em 2 milhões de unidades, o que indica que os fabricantes locais estão enviando ao exterior itens de maior valor agregado.
Veja abaixo os resultados da Anip para o 1º semestre de 2018:


