
A venda de veículos usados parou de crescer como consequência do aquecimento no mercado de novos (que no acumulado do ano registra alta de 14,9%, veja aqui). De janeiro a agosto os veículos de segunda mão totalizaram 7,3 milhões de unidades negociadas, na soma de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. É o mesmo volume anotado em iguais meses de 2017. Os números foram divulgados pela Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionários.
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Até o ano passado a negociação de usados vinha aquecida. O ano de 2017 fechou com alta de 7,1% sobre 2016, mas as transações pararam de crescer este ano, revelando estabilidade desde antes do fechamento do primeiro semestre.
A análise por segmento mostra 6,1 milhões de automóveis usados negociados de janeiro a agosto (ligeira queda de 0,15% ante iguais meses de 2017). Os comerciais leves de segunda mão somaram no período 960,6 mil unidades (discreta alta de 0,5%). Os caminhões usados somaram 235,2 mil unidades nos oito meses e cresceram 3,2%. Os ônibus de segunda mão anotaram 31,4 mil unidades e queda de 5,4%.
O segmento de motos usadas também parou de crescer. De janeiro a agosto de 2018, 1,9 milhão de motocicletas de segunda mão trocaram de dono. A comparação com iguais meses de 2017 revela na verdade uma ligeira queda, de menos de 0,3%. Assim como ocorreu para os automóveis, o mercado de motos usadas perdeu força este ano como consequência da alta na venda de novas.
DESEMPENHO MENSAL
Com um dia útil a mais que julho, agosto registrou 15,1% de alta com a venda de 1,1 milhão de veículos usados. De acordo com a Fenabrave, os automóveis e comerciais leves com um a três anos representaram 13,1% do total negociado.
Segundo o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, o mercado de usados, assim como o de novos, teve influência positiva da estabilidade dos índices de confiança e da inadimplência.
“Esse mercado pegou carona no crescimento de veículos novos, visto que os índices de proporcionalidade do mês anterior foram mantidos, ou seja, 4,3 automóveis e comerciais leves usados para cada novo emplacado”, ressalta Assumpção Júnior.