
Todos os segmentos apresentaram queda, embora em níveis bem menores do que os registros do mercado de novos (leia aqui).
No segmento de leves houve retração de 2% no comparativo anual do acumulado de nove meses: foram 7,32 milhões de unidades que tiveram suas transferências de dono realizadas no período. Os automóveis puxaram o resultado para baixo ao registrar um dos mais baixos desempenhos do setor, com 2,3% de queda, para 6,31 milhões contra as 6,46 milhões de unidades transferidas em igual intervalo de 2015.
Em comerciais leves as vendas de usados diminuíram apenas 0,2%, para 1,01 milhão de unidades, uma diferença de pouco mais de 2 mil unidades sobre o volume registrado nos nove meses do ano passado.
O segmento de veículos comerciais pesados também teve queda de 2% na soma das vendas de usados de caminhões e ônibus entre janeiro e setembro deste ano sobre o resultado de iguais meses do ano passado. Foram 276,8 mil contra as 279,7 mil transferências.
Enquanto no de caminhões houve queda irrisória de 0,38% com a venda de 246,7 mil veículos, os ônibus tiveram a maior queda entre todos os segmentos, de 6% ao entregar apenas 30 mil unidades em todo o País.
Na comparação mensal, as vendas de usados em setembro ficaram 10,4% menores que as de agosto, passando de 985,8 mil para 883,4 mil no mês passado.
“Apesar da variação negativa verificada no resultado entre os meses de agosto e setembro, o acumulado deste ano aproxima-se do mesmo total do ano passado, com o que podemos observar uma certa estabilidade. Nossa expectativa é a de um possível resultado semelhante ao obtido em 2015”, avaliou Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores.