
– Veja aqui os dados da Anfavea.
Os números fechados até setembro confirmam a previsão negativa para o ano: as vendas no atacado fecharam os nove meses com queda de 29,8%, para pouco mais de 36,8 mil unidades, aponta a entidade. Há um ano, o volume de vendas era de 52,5 mil máquinas, entre tratores e colheitadeiras, entre outras máquinas rodoviárias, como retroescavadeiras e tratores de esteira.
“A queda acentuada também no segmento de máquinas é preocupante, devido ao índice de confiança do produtor rural, que tem caído tragicamente. Não há motivo para uma queda deste tamanho: a expectativa de safra continua positiva e os preços das commodities seguem competitivos”, afirma Luis Moan, presidente da Anfavea, durante a apresentação do resultado do mercado na terça-feira, 6.
Isolando o desempenho do setor em setembro, as vendas somaram 3,94 mil unidades, retração de 40,5% sobre igual mês de 2014 e também queda sobre agosto, mas em menor proporção, de 6,8%. A melhora observada na passagem de um mês para o outro é reflexo do crescimento das vendas de colheitadeiras, que subiram 14% entre agosto e setembro, embora apresente queda de 34,8% no acumulado.
“A notícia boa é que começa em outubro e se estende pelos próximos seis meses o período de maior compra de colheitadeiras devido ao período de safra”, lembra Moan.
A expectativa negativa se estende também para as exportações. Em sua última previsão, a Anfavea acreditava em crescimento de 1%, para 13,9 mil unidades contra as 13,7 mil de 2014. Nesta revisão, as fabricantes cortaram qualquer otimismo e agora preveem queda expressiva de 26,2%, para pouco mais de 10,1 mil máquinas. Até setembro, as vendas para outros mercados caíram 26,2%, com pouco mais de 7,8 mil máquinas.
Com volumes bem abaixo do ideal tanto para vendas internas quanto para exportações, a produção deverá recuar 29,8% em 2015, para algo como 57,8 mil unidades sobre as 82,3 mil máquinas montadas no ano passado, prevê a Anfavea. Na revisão anterior, as projeções apontavam para uma produção de 69,2 mil, cuja retração seria de 16%. No acumulado até setembro, as fábricas brasileiras produziram 45,6 mil máquinas agrícolas e rodoviárias, volume 29,1% abaixo do registrado nos mesmos nove meses de 2014.