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Pedro Kutney, AB
Foram emplacados em junho 304.362 veículos, incluindo automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões. O número representou queda de 4,46% sobre os 318.560 de maio, mas expressiva alta de 15,8% ante junho de 2010, quando foram vendidos 262.780. Com o resultado do mês passado, o licenciamento de zero-quilômetro no País no primeiro semestre deste ano é recorde: 1,7 milhão de unidades, 10% a mais do que o 1,56 milhão dos primeiros seis meses de 2010.
Ayrton Fontes, economista da agência de varejo automotivo MSantos, destaca que chama a atenção o emplacamento de mais de 58 mil unidades nos três últimos dias de junho: “Significa que alguns concessionários emplacaram veículos em seus próprios nomes em busca dos bônus de performance ofertados por suas montadoras”, explica. Em resumo, continua a prática de “rapel”: incentivadas (ou pressionadas) pelas fabricantes, as revendas autorizadas licenciam carros zero-quilômetro antes de encontrar os compradores finais, para assim defender a participação de mercado das marcas.
Mas Fontes avalia que “apesar de leve desaceleração, o mercado continua muito ativo em função das aquisições da nova classe média que compra o primeiro carro zero”. O crédito, principal motor do setor, contou com taxas de juros estáveis no mês, segundo levantamento da MSantos: continuaram entre 1,6% e 1,8% ao mês para quem paga entrada de 20% a 40 %, e de 1,8% a 2,5% para quem compra sem entrada em financiamentos de até 60 meses.
No mês passado a Fiat liderou as vendas, com participação de 22,9%, ampliando a vantagem sobre a Volkswagen, com 20,27% do mercado. A GM, com a marca Chevrolet, ficou em terceiro com 17,61% e a Ford em quarto com 9,6%. “Temos de considerar que a Volkswagen teve ligeira queda em função da greve (que parou a fábrica do Paraná por 36 dias)”, avaliou Fontes.