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Vendas crescem apenas 1,5% no 1º trimestre

O desempenho do mercado nacional de veículos no primeiro trimestre parece ter decepcionado a Anfavea, que previa um mês de março mais aquecido após registrar um janeiro atípico, com venda recorde, e um fevereiro muito fraco, com poucos dias úteis devido ao feriado de carnaval. “Março não veio com essa força toda que imaginamos”, declarou Cledorvino Belini, durante sua última apresentação como presidente da entidade. Segundo os dados, as vendas totais durante os três primeiros meses do ano foram apenas 1,5% maiores que o volume verificado em igual período do ano passado, para 830,5 mil unidades, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.
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Redação AB

04 abr 2013

4 minutos de leitura

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– Veja aqui os dados divulgados pela Anfavea.

Em março, as vendas caíram 5,5% na comparação com igual mês do ano passado, para um total de 283,9 mil unidades. Apesar disso, a média diária aumentou 3,9%, para 14,1 mil unidades nesta mesma base de comparação. Já sobre fevereiro, os licenciamentos de março foram 20,8% maiores, devido ao maior número de dias úteis: o mês passado teve vinte dias úteis enquanto fevereiro contou apenas com dezoito, e pelo aumento de 8,7% da média diária, para 14,1 mil unidades.

Considerando apenas os segmentos de automóveis e comerciais leves, os emplacamentos subiram 2,1% no primeiro trimestre contra iguais meses de 2012, para 788,5 mil unidades. O resultado elevou a média diária do período em 7,2%, para 13,1 mil unidades vendidas em cada um dos seus sessenta dias úteis. Em março, foram licenciados 268,6 mil automóveis e comerciais leves, 5,4% abaixo do volume verificado um ano atrás. Já no comparativo mensal, as vendas subiram 20,6%, para 268,6 mil unidades, também pelo efeito do maior número de dias úteis.

Enquanto isso, o segmento de veículos comerciais pesados recuou 8,9% no acumulado dos primeiros meses do ano, somando 41,9 mil unidades entre caminhões e ônibus, dos quais 34,3 mil foram caminhões acima de 3,5 toneladas.

Apesar do baixo crescimento do primeiro trimestre, a Anfavea manteve as projeções para o ano, quando espera alta entre 3,5% e 4,5% contra o ano passado e volumes que variam de 3,93 milhões a 3,97 milhões de veículos. Para Belini, não haverá picos de vendas em 2013 como houve no ano passado, quando os consumidores antecipavam compras temendo o fim dos incentivos sobre o IPI.

“Acredito em uniformidade das vendas este ano porque já temos um horizonte para o consumidor durante todo o período, com o IPI menor até 31 de dezembro. Nosso objetivo é crescer, a base para o crescimento está lançada, agora cabe às montadoras agirem, com campanhas, feirões, haverá muita competição. A tendência é de melhora dos resultados no segundo trimestre, puxada pela elasticidade na relação preço x demanda”, disse.

Para automóveis e comerciais leves, a entidade espera alta entre 3% e 4%, enquanto que para caminhões, o crescimento deve ser de 7% sobre 2012.

HERANÇA

Belini acrescentou que durante a última reunião com o governo em que esteve à frente da Anfavea, na quinta-feira, 28 de março, tratou de leasing e IPI. Sobre o leasing, o executivo disse que será montado um grupo de trabalho específico para tentar destravar os trâmites burocráticos que envolvem a aquisição de veículos por esta modalidade. “Não tem prazo, mas acredito que será em breve – o que não quer dizer que será nos próximos trinta dias – , acredito em algo como seis meses. É uma medida fundamental para alavancar as vendas.”

O executivo revelou que destravado, o leasing facilitaria as vendas, o que poderia levar o mercado a um crescimento de até 5%, mas preferiu manter o teto oficial da entidade, de 4,5%.

Já sobre o IPI, Belini revelou que durante as tratativas com o governo, a Anfavea argumentou que para atingir o crescimento de 4,5% este ano, a redução da alíquota deveria se manter no mesmo patamar, lembrando que foi a mesma medida que garantiu a reação do mercado no ano passado. O governo resolveu dar mais uma colher de chá para a indústria e decidiu prorrogar o incentivo até o fim de 2013. O anúncio foi feito no sábado, 30, (leia aqui) dois dias após a reunião do ministro Guido Mantega com Belini e Luiz Moan, da General Motors, que este mês assumirá como novo presidente da Anfavea.

Sobre a herança que deixa para Moan, Belini diz que o maior desafio será criar mercado para toda a capacidade que está se criando com o Inovar-Auto.

– Veja aqui os dados divulgados pela Anfavea.

Assista abaixo a entrevista exclusiva de Cledorvino Belini a ABTV: