
– Veja aqui os dados divulgados pela Anfavea.
Em março, as vendas caíram 5,5% na comparação com igual mês do ano passado, para um total de 283,9 mil unidades. Apesar disso, a média diária aumentou 3,9%, para 14,1 mil unidades nesta mesma base de comparação. Já sobre fevereiro, os licenciamentos de março foram 20,8% maiores, devido ao maior número de dias úteis: o mês passado teve vinte dias úteis enquanto fevereiro contou apenas com dezoito, e pelo aumento de 8,7% da média diária, para 14,1 mil unidades.
Considerando apenas os segmentos de automóveis e comerciais leves, os emplacamentos subiram 2,1% no primeiro trimestre contra iguais meses de 2012, para 788,5 mil unidades. O resultado elevou a média diária do período em 7,2%, para 13,1 mil unidades vendidas em cada um dos seus sessenta dias úteis. Em março, foram licenciados 268,6 mil automóveis e comerciais leves, 5,4% abaixo do volume verificado um ano atrás. Já no comparativo mensal, as vendas subiram 20,6%, para 268,6 mil unidades, também pelo efeito do maior número de dias úteis.
Enquanto isso, o segmento de veículos comerciais pesados recuou 8,9% no acumulado dos primeiros meses do ano, somando 41,9 mil unidades entre caminhões e ônibus, dos quais 34,3 mil foram caminhões acima de 3,5 toneladas.
Apesar do baixo crescimento do primeiro trimestre, a Anfavea manteve as projeções para o ano, quando espera alta entre 3,5% e 4,5% contra o ano passado e volumes que variam de 3,93 milhões a 3,97 milhões de veículos. Para Belini, não haverá picos de vendas em 2013 como houve no ano passado, quando os consumidores antecipavam compras temendo o fim dos incentivos sobre o IPI.
“Acredito em uniformidade das vendas este ano porque já temos um horizonte para o consumidor durante todo o período, com o IPI menor até 31 de dezembro. Nosso objetivo é crescer, a base para o crescimento está lançada, agora cabe às montadoras agirem, com campanhas, feirões, haverá muita competição. A tendência é de melhora dos resultados no segundo trimestre, puxada pela elasticidade na relação preço x demanda”, disse.
Para automóveis e comerciais leves, a entidade espera alta entre 3% e 4%, enquanto que para caminhões, o crescimento deve ser de 7% sobre 2012.
HERANÇA
Belini acrescentou que durante a última reunião com o governo em que esteve à frente da Anfavea, na quinta-feira, 28 de março, tratou de leasing e IPI. Sobre o leasing, o executivo disse que será montado um grupo de trabalho específico para tentar destravar os trâmites burocráticos que envolvem a aquisição de veículos por esta modalidade. “Não tem prazo, mas acredito que será em breve – o que não quer dizer que será nos próximos trinta dias – , acredito em algo como seis meses. É uma medida fundamental para alavancar as vendas.”
O executivo revelou que destravado, o leasing facilitaria as vendas, o que poderia levar o mercado a um crescimento de até 5%, mas preferiu manter o teto oficial da entidade, de 4,5%.
Já sobre o IPI, Belini revelou que durante as tratativas com o governo, a Anfavea argumentou que para atingir o crescimento de 4,5% este ano, a redução da alíquota deveria se manter no mesmo patamar, lembrando que foi a mesma medida que garantiu a reação do mercado no ano passado. O governo resolveu dar mais uma colher de chá para a indústria e decidiu prorrogar o incentivo até o fim de 2013. O anúncio foi feito no sábado, 30, (leia aqui) dois dias após a reunião do ministro Guido Mantega com Belini e Luiz Moan, da General Motors, que este mês assumirá como novo presidente da Anfavea.
Sobre a herança que deixa para Moan, Belini diz que o maior desafio será criar mercado para toda a capacidade que está se criando com o Inovar-Auto.
– Veja aqui os dados divulgados pela Anfavea.
Assista abaixo a entrevista exclusiva de Cledorvino Belini a ABTV: