
Segundo Sviggum, a ação rápida dos governos europeus para controlar os problemas com dívidas aliada a uma possível ampliação do incentivo da Rússia para a compra de automóveis evitará que as vendas caiam mais neste ano.
A perspectiva mais favorável pode gerar certo alívio para as fabricantes de automóveis, que em determinado momento esperavam um declínio de 15% nas vendas europeias em termos anuais, para 13,5 milhões de novos carros e caminhões. Em 2009, as vendas somaram 16 milhões de veículos. “Os incentivos (da Rússia) e o grande banco de encomendas que vimos durante o primeiro trimestre, que mantiveram uma taxa anual de vendas de 16 milhões para a indústria, já acabaram”, comentou Sviggum. “Conforme avançamos no segundo trimestre, esperamos que as vendas caiam para entre 14,7 milhões e 14,9 milhões”.
Alguns países, como Alemanha, ofereceram descontos aos consumidores que trocassem veículos antigos por modelos novos. Tais programas acabaram no ano passado. A Rússia, que não ofereceu incentivos no ano passado, está adotando a medida este ano e pretende limitar o subsídio a 300 mil veículos. Sviggum espera que o governo aumente esta quantia em mais 150 mil a 200 mil unidades. O programa de troca de carros usados da Rússia, que entrou em vigor em 8 de março, oferece 50 mil rublos de desconto do governo para determinados modelos.
“Nos países que passam por dificuldades orçamentárias, como Espanha e Irlanda, os governos estão tomando medidas fortes para cortar custos e gerar outros benefícios”, afirmou Sviggum. “Também estamos observando a força de moedas de outros países, como Turquia e Rússia”.
Relatório sobre a produção industrial nos 16 países que usam o euro, publicado nesta segunda-feira, mostrou um aumento acima do esperado em abril, de 0,8% acima ante março, e de 9,5% em relação a abril de 2009. O euro também subiu nesta segunda-feira, ultrapassando o nível de US$ 1,22 pela primeira vez desde 4 de abril. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Ligia Sanchez, Agência Estado.