Após transferir na metade deste ano a produção de Caxias do Sul (RS), onde alugava espaço da Agrale, para sua fábrica própria em Canoas, ao lado da capital gaúcha, a International ganhou escala para abastecer o mercado. As vendas devem avançar 35% este ano em relação a 2012 e para 2014 a expectativa é continuar avançando dois dígitos porcentuais, segundo estima Fred Petroff Jr., diretor de vendas da marca.
Um dos principais fatores de crescimento veio da vitória em importantes licitações do governo, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2. Já foram vendidas quase 900 unidades do Durastar no escopo do programa, sendo 75 já entregues para a Paraíba, 302 caminhões-pipa que devem ser entregues até janeiro para Paraíba e Rio Grande do Norte e, ainda, 501 implementados com caçamba para o Estado de São Paulo. Com isso, a produção de Canoas em apenas um turno de trabalho já passou de quatro para seis unidades/dia. “Tínhamos acabado de inaugurar a fábrica e as licitações vieram na hora certa para acelerar a produção”, diz Petroff.
Atualmente a produção está dividida em partes iguais entre o 9800i e o Durastar. A aceleração do ritmo está sendo atendida com horas extras e foram contratados 20 novos empregados para a linha, somando agora 170 no total. “No fim do ano nem haverá férias coletivas para atender todos os pedidos que temos”, conta o executivo.
A capacidade da fábrica de Canoas é de 5 mil unidades/ano em três turnos de trabalho, mas pode chegar a 20 mil/ano com novos investimentos em expansão. “Para os próximos dois ou três anos o que já temos será suficiente para atender o mercado”, avalia Petroff.
O plano de expansão da rede segue seu curso. Hoje a International tem 15 concessionárias plenas (vendas e serviços) e mais 20 oficinas autorizadas – todas são distribuidores da fabricante de motores MWM International, do mesmo grupo Navistar, que foram habilitadas a atender os caminhões. Petroff diz que mais três lojas completas devem ser abertas até o fim do ano. Também deve continuar o processo de aproveitamento dos distribuidores MWM, que somam cerca de 400 pontos em todo o País.