
Marcel Visconde, vice-presidente da associação, lembra que só agora a entidade tem uma base de comparação fiel à realidade, com o efeito do adicional de 30 pontos porcentuais no IPI e das cotas de importação, sem distorções como estoques formados antes do aumento do Inovar-Auto, como aconteceu no início de 2012. Em fevereiro as empresas filiadas à entidade venderam 8,3 mil veículos, com expansão de 16,3% sobre o mesmo mês de 2013 e queda de 11% na comparação com janeiro último.
Ao apresentar os dados em coletiva de imprensa na terça-feira, 11, a entidade enfatizou que a participação de seus associados no mercado brasileiro se estabilizou perto de 3% após o Inovar-Auto. No primeiro bimestre do ano as vendas de modelos nacionais responderam por 79,9% do total de emplacamentos do País, enquanto as de importados pelas empresas filiadas à Anfavea ficaram em 16,9% e as da Abeifa representaram 3,3%.
A associação admite que este ano será desafiador. “A ideia é perseguir os números alcançados em 2013, apesar da Copa do Mundo e das eleições, que podem afetar os negócios”, aponta Visconde. A Abeifa reconhece também a possibilidade de alcançar crescimento próximo de 5% na comparação anual.
Entre os fatores que podem puxar esta expansão estão as cotas de importação concedidas às empresas habilitadas ao Inovar-Auto como investidoras. Com projetos de construção de fábrica no Brasil, empresas como Audi e Jaguar Land Rover já podem trazer do exterior volumes maiores sem o adicional de 30 pontos no IPI, de acordo com a capacidade produtiva que terão no País. Com isso, pode haver elevação das vendas.
