O economista enumerou os pontos que evitaram o colapso do setor automotivo no país, entre os quais a diminuição de taxa do compulsório, a redução da Selic e a isenção do IPI. Para os próximos meses Gamboa destaca que outros fatores devem contribuir para aquecer o segmento. “Haverá aumento das vendas, da produção, dos prazos de financiamento e, ao mesmo tempo, diminuição dos juros e do valor das prestações”, analisa.
Crédito
O presidente da associação, Alencar Burti, ressaltou a mudança do perfil do consumidor de automóveis no evento, que deixou de pagar o bem a vista para financiá-lo. “Por isso é imprescindível nos alinharmos às políticas de crédito do setor´´, alerta.
O aumento do potencial de consumo das classes C, D e E, indicado pela diretora de pesquisas do Instituto Data Popular, Sônia Bittar, também aponta para a necessidade de garantir financiamentos. “Automóveis e imóveis possuem uma tendência enorme de crescimento nas classes emergentes, por serem demandas reprimidas”, afirma. A diretora acredita ainda que o automóvel tornou-se sinônimo de investimento para as classes mais baixas.
O presidente da Fenabrave – Federação, Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, Sérgio Reze, lembrou que a dificuldade nos financiamentos prejudicou bastante a venda de motos. Já na área de automóveis e comerciais leves a evolução das vendas foi expressiva e a inadimplência está reduzida a 4,8% acima de noventa dias.