
O mercado de caminhões até que começou bem o ano, registrando aumento das vendas em janeiro, mas em fevereiro, por causa do menor número de dias úteis, o volume de vendas foi menor. Contudo, em março, quando o segmento tinha tudo para voltar a registrar número elevado de vendas, a paralisação quase que total da rede de concessionárias no Brasil, seguindo orientações de autoridades públicas para evitar a propagação do novo coronavírus, gerou queda generalizada dos emplacamentos no segmento de veículos pesados, de acordo com o balanço divulgado na quinta-feira, 2, pela Fenabrave.
No primeiro trimestre, as vendas de caminhões diminuíram 5,6% quando comparadas com o mesmo período do ano passado. Na soma dos três meses acumulados, o volume de emplacamentos ficou em pouco mais de 20,1 mil unidades contra as 21,3 mil registradas há um ano.
O desempenho das vendas de março indica leve queda de 0,37% contra o resultado de fevereiro. No total, foram emplacados quase 6,5 mil caminhões no mês passado. Este volume representou uma retração ainda maior com relação a março de 2019, de 15%, quando foram vendidos pouco mais de 7,6 mil caminhões.
Segundo a Fenabrave, diante do cenário atual, ainda não é possível revisar as projeções do setor para 2020, principalmente pela falta de previsibilidade relacionada ao retorno do comércio e dos reais impactos da pandemia na economia.
ÔNIBUS
Para o mercado de ônibus, a situação não é diferente com o segmento registrando queda generalizada nos volumes de vendas. Os concessionários apontam que de janeiro a março o número de emplacamentos somou pouco mais de 5,2 mil unidades, uma queda de 14,5% contra o primeiro trimestre do ano passado.
Os números isolados de março mostram que foram licenciados menos de 1,3 mil chassis de ônibus, o que representou retração de 29,6% sobre fevereiro, quando o mercado emplacou mais de 1,8 mil unidades.
Já na comparação com março de 2019, o volume de março deste ano ficou 35% abaixo.
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