
Embora o número de participantes tenha ficado estável, em 6,25 milhões de consorciados no fechamento do período, as contemplações reduziram 2,4%, passando de 449,8 mil no primeiro quadrimestre de 2015 para 439 mil neste ano. O volume de crédito disponível pelo segmento no acumulado ficou 1,6% acima do verificado há um ano, para R$ 11,5 bilhões. Segundo a Abac, a retração nos demais indicadores ainda são reflexo da crise econômica que afeta a decisão de consumidores em fazer sua adesão em compromissos de médio e longo prazo, como os consórcios de veículos.
Por segmento, o de leves que inclui automóveis e comerciais leves, teve contração de 6,5% nas vendas de novas cotas, para 297,3 mil unidades no acumulado do ano até abril sobre as 318 mil de um ano antes. Contudo, o número de participantes ativos cresceu 6,6%, para 3,25 milhões. O tíquete médio (valor médio da cota no mês) ficou mais barato ao reduzir seu valor em 9,9%, para R$ 39 mil, também no comparativo anual. O número de participantes contemplados chegou a 182 mil nos quatro primeiros meses do ano, 7,7% a mais do que o volume registrado há um ano.
No de pesados – caminhões, ônibus, implementos e tratores – também cresceu o número de participantes, para 284,3 mil consorciados, aumento de 7,4% sobre os 264,6 mil dos primeiros quatro meses do ano passado, apesar das vendas 17,5% menores de novas cotas, com 11,8 mil unidades. Já o número de contemplações ficou estável em 10,9 mil, bem como o equivalente em créditos concedidos, de R$ 1,52 bilhão, reflexo do crescente volume de adesões ocorrido em anos passados. O tíquete médio para pesados também diminui, 7,2%, para R$ 148,8 mil.
O setor de duas rodas encerrou o primeiro quadrimestre com reduções em todos os indicadores do sistema de consórcio. Segundo a Abac, a razão dessas retrações foi a constante perda de novas adesões, especialmente nas regiões onde vinham apresentando crescimento em períodos anteriores. Paralelamente, o setor vivencia há mais de um ano com menos concessionárias atuando no País.
O volume de vendas de novas cotas caiu mais de 20%, para 2,73 milhões de unidades. O segmento, que é o segundo maior dentro do sistema de consórcios em número de participantes, hoje em 2,73 milhões de consorciados, apresentou contemplações 8,9% menores no período acumulado entre janeiro e abril, para pouco mais de 246,1 mil. O valor do tíquete médio ficou menor em 31,9%, passando de R$ 11,3 mil para R$ 7,7 mil. O total de crédito disponível para o segmento encolheu 10,3% em um ano, de R$ 2,92 bilhões para R$ 2,62 bilhões.