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Vendas de cotas de consórcios recuam 2,2% até abril

As vendas de novas cotas de consórcio para a aquisição de veículos foram 2,2% menores no primeiro quadrimestre do ano na comparação com mesmo período do ano passado, passando de 724,5 mil para 708,3 mil unidades, conforme dados divulgados na quinta-feira, 21, pela Abac, Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio. Embora os negócios tenham declinado no período acumulado, o crédito disponível para as novas adesões cresceu 3,3% na mesma base de comparação, chegando a R$ 20,1 bilhões, refletindo o aumento do valor do tíquete médio em alguns segmentos.
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Redação AB

21 mai 2015

3 minutos de leitura

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Já as contemplações apresentaram crescimento de 8,8% no acumulado entre janeiro e abril contra iguais meses do ano passado, sendo este o mesmo índice de alta verificado no primeiro trimestre do ano (leia aqui). Nos primeiros quatro meses do ano, o número de consorciados que tiveram a oportunidade de comprar os bens subiu para 449,8 mil, o que gerou um volume de crédito 14,2% maior, para R$ 11,2 bilhões.

A entidade engloba no setor de veículos os segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas, que juntos somaram 5,62 milhões de participantes ativos em abril, 9,3% a mais do que em igual mês de 2014. O setor concentra 88% do total de participantes em todo o sistema nacional de consórcios, que também negocia cotas para os setores de imóveis, eletroeletrônicos e outros bens duráveis, além de serviços diversos.

SEGMENTOS

Para automóveis e comerciais leves, as vendas de novas cotas tiveram crescimento de 7,4% no primeiro quadrimestre, para 318 mil unidades, gerando crédito de R$ 13,6 bilhões, 8,2% a mais do que em igual período do ano passado. O tíquete médio, referente ao valor médio da cota no mês ficou mais barato para o segmento de leves, passando de R$ 43,9 mil para R$ 43,3 mil no comparativo entre abril de 2014 e 2015. As contemplações cresceram 16,2%, para 169 mil consorciados que receberam sua carta de crédito. Com isso, o segmento recebeu R$ 6,86 bilhões acumulados no período, alta de 16,5%.

Já no segmento de pesados, as vendas de novas cotas tiveram pequena retração de 1,4%, para 14,3 mil unidades. Mesmo com o valor médio do tíquete estável, em R$ 160,3 mil, o volume de crédito disponível para o segmento com as novas adesões subiu 1,3%, para R$ 2,28 bilhões. As contemplações foram 1,8% menores no período, para pouco mais de 10,8 mil, enquanto o volume de crédito para os contemplados atingiu R$ 1,51 bilhão, valor estável com relação ao verificado há um ano.

O setor de duas rodas, que corresponde ao segundo maior segmento no número de consorciados, perdendo apenas para veículos leves, observou retração de 9,2% no volume de novas cotas nos primeiros quatro meses do ano, 376 mil unidades, com volume de crédito 9,1% menor acumulado no período, para R$ 4,2 bilhões. O tíquete médio para consorciados interessados em adquirir motocicletas ficou mais barato, passando de R$ 11,5 mil para R$ 11,3 mil no fechamento do quadrimestre.