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Vendas de implementos crescem 1,14% no primeiro semestre

Os emplacamentos de implementos rodoviários cresceram 1,14% no primeiro semestre deste ano quando comparado com igual período do ano passado, para 83.408 unidades, informa a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, a Anfir. Segundo dados divulgados pela entidade na quarta-feira, 3, o resultado representa a consolidação do ritmo de crescimento do setor, por sua vez, impulsionado pelo segmento de pesados.
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Redação AB

03 jul 2013

2 minutos de leitura

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Enquanto carrocerias sobre chassi (leves) apresentaram queda de 9,92% no primeiro semestre, com 51.398 unidades licenciadas, o segmento de reboques e semirreboques (pesados) saltou 25,97% na mesma base de comparação, para 32.010 unidades emplacadas, resultado impulsionado pela política de juros aplicada sobre o Finame PSI, que opera com taxas fixas semestrais.

Segundo o presidente da Anfir, Alcides Braga, a diferença está no perfil do cliente do implemento:

“Os clientes dos produtos carrocerias sobre chassis costumam ser empresários de pequeno porte, empreendedores que não conseguem apresentar as garantias necessárias para tomar empréstimos no BNDES”, aponta Braga.

O executivo ressalta a importância dessa faixa de empresários na economia brasileira com base na pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que aponta que no Brasil 4% dos novos negócios gerados entre 2005 e 2010 foram registrados no segmento de transporte. Contudo, o comércio de varejo e a indústria de transformação, responsáveis por 25% e 10% do PIB, respectivamente, estão intimamente ligados à indústria de implementos rodoviários.

“Toda mercadoria produzida ou vendida é transportada em implemento rodoviário e dentro das cidades a maioria esmagadora é levada dentro de produtos do segmento carrocerias sobre chassi.”

Para o diretor executivo da Anfir, Mario Rinaldi, esta é uma fatia de empreendedores no País que deve ser atendida conforme as necessidades da categoria:

“São empresários que precisam de atenção e acesso diferenciado ao crédito para alavancar suas atividades”, defende.

De acordo com o Sebrae, as micro e pequenas empresas são responsáveis por 20% do PIB brasileiro, equivalente a R$ 700 bilhões e hoje mantém uma força de trabalho com 56,4 milhões de empregos. Já os microempreendedores individuais, categoria criada para incluir os autônomos, somam 5 milhões de pessoas em todo o País.