
A indústria de implementos rodoviários para transporte de cargas no primeiro trimestre do ano acompanhou de perto o bom desempenho das vendas de caminhões no País, que cresceram 51% em relação ao mesmo período de 2017 (leia aqui). Segundo dados divulgados pela Anfir, que reúne os fabricantes do setor, com 17.581 unidades fabricadas e comercializadas, o volume de negócios foi 53,3% maior do que o registrado nos primeiros três meses do ano passado.
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“O resultado consolidado do primeiro trimestre mostra recuperação do mercado, com tendência a continuar ao longo do ano”, afirma Alcides Braga, presidente da Anfir.
A maior parte do crescimento registrado pelo setor veio das vendas de reboques e semirreboques, que tiveram expansão de 76,7%, com emplacamentos de 8.670 unidades, contra 4.905 no primeiro trimestre de 2017. Assim o setor seguiu o desempenho do mercado nacional de caminhões pesados, que no momento avança mais rápido do que os outros segmentos, principalmente por causa do crescimento do agronegócio, com expectativa de nova safra recorde de grãos. Tanto é que o maior volume de veículos rebocados vendidos foi de graneleiros/carga seca, quase 2,2 mil unidades em três meses, o que indica alta de 91% sobre o mesmo período de 2017.
A alta expressiva na venda de caminhões pesados nos últimos meses fez Alarico Assumpção Jr., presidente da associação de concessionários, a Fenabrave, alertar que poderá haver falta de produtos para entregar este ano. Já o presidente da Anfir garante que a indústria de implementos tem capacidade instalada suficiente para abastecer o mercado.
“O setor de implementos tem condições de acompanhar a curva de crescimento de emplacamentos”, diz Alcides Braga.
As vendas do segmento de carrocerias sobre chassis também foram bem no primeiro trimestre do ano, ainda que em ritmo inferior ao de rebocados. Foram implementadas 8.911 unidades de janeiro a março, ante 6.565 no mesmo período de 2017, registrando crescimento de 35,7%.
No sentido contrário, as exportações de implementos registraram importante queda no primeiro trimestre, indicando que o mercado interno começa novamente a dominar as atenções dos fabricantes. As 346 unidades exportadas ficaram quase 32% abaixo das 508 do mesmo período de 2017.