
O pior desempenho veio da categoria leve, de carrocerias sobre chassis, cuja queda chegou a 35,3% no comparativo anual, para pouco mais de 35,2 mil unidades. No ano passado, este volume foi de 54,5 mil.
O segmento de pesados – reboques e semirreboques – também registrou queda importante no comparativo anual, de 21%: foram 21,4 mil sobre as 27,2 mil. Em novembro, registrou recorde negativo com a entrega de 1,4 mil unidades.
“Sem uma alteração nas regras de financiamento para 2017 será muito difícil para a indústria aproveitar qualquer sinal de aquecimento da economia”, avalia o presidente da entidade, Alcides Braga.
Apesar disso, a associação entende que mesmo com a adoção imediata de novas regras para financiamento de bens de capital os resultados positivos demorariam a aparecer. “A venda de implemento rodoviário é uma operação que naturalmente demanda tempo. Por ser bem de capital o cliente precisa pesar com precisão a necessidade de realmente adquirir produtos novos”, argumenta o diretor executivo da Anfir, Mario Rinaldi.
Dessa forma, considerando que o reaquecimento da economia tende a ser naturalmente lento, a entidade estima que a recuperação das perdas dos últimos dois anos (2015 e 2016) só deverá ter início a partir do final do primeiro semestre de 2017.