
Em volumes, o mercado consumiu 38,6 mil implementos nos três primeiros meses do ano, das quais 23,8 mil carrocerias sobre chassis leves e 14,7 mil reboques e semirreboques pesados. Segundo o presidente da entidade, Alcides Braga, o aumento das vendas no segmento de pesados é resultado do atual ambiente de mercado, com oferta de crédito do PSI Finame cujas taxas menores permanecem até o fim deste ano.
“As empresas estão aproveitando a estabilidade das regras para equiparem seus caminhões com implementos novos adequados a sua necessidade operacional”, disse.
Mas o mesmo efeito não se repete no segmento leve: a maior parte das vendas desses produtos, segundo a Anfir, é feita para pequenas e médias empresas (PMEs), que têm menor condição de contrair financiamentos. Segundo dados do BNDES, os desembolsos gerais de recursos para a categoria de micro, pequenas e médias empresas têm apresentado baixos níveis de crescimento.
Em 2012, o volume de crédito emprestado às PMEs foi de R$ 50,1 bilhões, leve alta de 0,93% sobre 2011. Na mesma comparação, o desembolso para as micro empresas subiram 2,55%, para R$ 23,8 bilhões. Já as pequenas receberam R$ 12,5 bilhões, ou 4,25% a mais. Para as médias foram entregues R$ 13,7 bilhões, representando queda de 4,46%.
A queda das vendas para o segmento de implementos leves também se explica pela base alta do ano passado, considerado um bom ano, assim como em 2011, quando o setor registrou recorde para o segmento, e 2010, também com bons volumes, explica o diretor executivo da Anfir, Mario Rinaldi: “Houve um elevado volume de vendas de produtos por três anos consecutivos”.
“Com condições mais atraentes de crédito e aquecimento da atividade econômica, notadamente nos setores de alimentos e bens de consumo, pode haver reação no segmento leve”, argumenta o presidente da Anfir.