O recorde anterior havia sido registrado em julho do ano passado, com 288.219 unidades.
As vendas no semestre somaram 1.449.856 veículos (3,01% a mais do que no mesmo período de 2008), dos quais 1.393.624 automóveis e comerciais leves (mais 4,14%) e 56.232 caminhões e ônibus (18,79% a menos).
A Volkswagen ficou em primeiro lugar no ranking de vendas em junho, com 25,39% das vendas, seguida pela Fiat (24,65%), GM (20,66%) e Ford (9,82%).
Com a continuidade da redução do IPI até setembro, já anunciada pelo governo, as vendas devem se acomodar a partir de agora. O incentivo tributário fez o papel esperado no início do ano de esvaziar os pátios e deu impulso à produção para garantir empregos.
O mercado interno salva o setor automotivo. Com a expressiva redução nas exportações, as vendas domésticas têm avançado em ritmo expressivo a ponto da Anfavea admitir que será possível superar o recorde de 2,8 milhões de veículos comercializados em 2008.
Há também contratações à vista e otimismo nas montadoras de veículos leves. A Volkswagen faz duzentas contratações temporárias em São Bernardo do Campo e 50 em Taubaté, mas poderá abrir mais vagas.
A contabilidade do emprego dependerá do comportamento do setor de veículos comerciais, já que as vendas continuam retraídas. Scania e Mercedes têm programas de redução de pessoal e as outras montadoras fazem a revisão dos negócios, o mesmo acontecendo na rede de suprimentos. A unidade da Bosch, de Curitiba, acaba de demitir 900 trabalhadores diante da redução das exportações e das expectativas para o segmento nacional que utiliza sistemas diesel.