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Vendas de máquinas agrícolas recuam 17% em 2014

O mercado de máquinas termina 2014 com vendas 17,4% menores quando comparadas com o ano anterior, mostram os dados da Anfavea divulgados na quinta-feira, 8. De acordo com a associação que reúne as empresas fabricantes, foram entregues 68,5 mil unidades, entre tratores, colheitadeiras e equipamentos rodoviários, volume que remonta ao patamar de vendas de 2010. Em 2013, o volume chegou a 83 mil unidades, recorde para o setor.
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Redação AB

08 jan 2015

2 minutos de leitura

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– Veja aqui os dados da Anfavea

“2013 foi um ano fora da curva, devido às condições excepcionais de financiamento”, explica Luiz Moan, presidente da Anfavea, que destaca o segmento de colheitadeiras: “Teve um dos maiores prejuízos entre as demais máquinas, com queda de 26% em 2014 sobre 2013: pela paralisação do Finame PSI em janeiro, o que comprometeu o resultado de todo o primeiro trimestre, e também pela dificuldade nos mecanismos de financiamentos em dezembro”, argumenta.

Já para tratores, a queda foi menos acentuada, de 14,5% no comparativo anual, para 55,6 mil unidades. O segmento de máquinas rodoviárias (retroescavadeiras) anotou o pior desempenho, fechando ao ano com retração de 38,8%, para 4,1 mil unidades contra as 6,8 mil do ano anterior.

Com o fechamento do ano, a entidade prevê para 2015, “na pior das hipóteses”, declara Moan em tom otimista, que as vendas de máquinas fiquem estáveis, com as mesmas 68,5 mil unidades anotadas em 2014.

As exportações caíram 12,2% no ano passado, para 13,7 mil unidades, ficando aquém das estimativas da Anfavea, que no início de 2014 previa repetir o volume de 15,6 mil unidades registradas em 2013. Apesar disso, a entidade aposta em alguma reação e espera encerrar o novo ano com 1% de crescimento nas vendas ao exterior.

Para atender baixas demandas, as linhas de produção montaram 18% menos máquinas e equipamentos no ano passado, passando de 100,4 mil em 2013 para 82,4 mil unidades em 2014, reflexo das quedas de 37% e de 23,4% da produção de retroescavadeiras e de colheitadeiras, respectivamente. Para este ano, a Anfavea também projeta crescimento zero, com estabilidade no volume entregue pelas fábricas.