
Para Ana Helena de Andrade, vice-presidente da entidade, “a queda é bastante significativa e a explicação para tal queda é a postergação da compra de máquinas, especialmente de colheitadeiras, devido à baixa confiança na economia neste momento”.
Ela aponta que assim como o segmento de caminhões, o de máquinas agrícolas e rodoviárias sofreu forte impacto com o corte de recursos para o Finame PSI, que também subsidiava a maior parte das vendas de máquinas de maior porte, como as colheitadeiras, cujos preços podem variar de R$ 500 mil a R$ 1,5 milhão.
As exportações do período somaram pouco mais de 8,5 mil unidades, queda de 28%, o que segundo o presidente da Anfavea, Luiz Moan, vem diminuindo [o nível da queda] ao longo do ano.
Com mercado interno e externo encolhidos, o nível de produção caiu 30,2% nos dez meses completos do ano sobre igual período de 2014, para 50,5 mil máquinas. “Esta é uma adequação do volume de produção frente aos níveis dos mercados nacional e internacional”, acrescenta Ana.
A Anfavea projeta encerrar o ano com vendas 32% menores no setor de máquinas agrícolas, com volume equivalente a 46,6 mil unidades. Produção e exportações deve cair 29,8% e 26,2%, respectivamente, para 57,8 mil e 10,1 mil unidades.