“O balanço demonstra os efeitos da redução da Cofins”, avalia Paulo Shuiti Takeuchi, presidente da Abraciclo. Ele projeta uma evolução de 20% no segundo semestre, com base na prorrogação da redução da Cofins e na isenção da taxa Suframa, mas adverte que esse crescimento não impedirá que as vendas no ano terminem 10% abaixo das registradas em 2008.
Outra medida que deverá estimular o setor é a linha de crédito de R$100 milhões por meio do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador, exclusiva para financiamento de motos através da Caixa Econômica Federal. A partir de agosto o consumidor do setor duas rodas terá maior facilidade na aprovação de crédito, com zero de entrada e 100% do valor do veículo financiado.
Exportação em baixa
Takeuchi explica que antes da crise a produção das fábricas do setor duas rodas estava bastante alta, batendo na casa das duzentas mil unidades por mês. Com muito estoque e a queda nas vendas, as fábricas reduziram a montagem, que tiveram, no acumulado do semestre, uma queda de 38% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Considerada apenas a produção de maio, os números indicam uma queda de apenas 3,4% sobre junho.
As exportações foram as mais afetadas. No acumulado do semestre, as vendas para o mercado externo apresentaram queda de 50%, em comparação com os seis primeiros meses de 2008 – de 57.467 unidades para 28.539. No comparativo mês a mês as exportações tiveram ligeiro aumento em junho: 3,7% a mais do que em maio.