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Vendas de motos recuam ao nível de 10 anos

“O mercado de motos está recuando ao nível de 10 anos atrás.” Assim Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave, avalia o atual cenário do segmento de motocicletas, com vendas de 882,4 mil unidades de janeiro a julho, em queda de 10,6% sobre o mesmo intervalo de 2012, que também não foi bom para o setor. O motivo, segundo ele, é um só: “O problema é de falta de crédito, causada principalmente pela alta inadimplência gerada pelos planos antigos, de 60 meses sem entrada, que hoje já não existem, mas leva tempo até os bancos limparem suas carteiras”, explica o dirigente da associação dos concessionários.
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pedro

02 ago 2013

2 minutos de leitura

Com base no desempenho pífio dos negócios até agora, a Fenabrave cortou novamente suas projeções para vendas de motos este ano. Antes a entidade estimava recuo de 2%, mas agora baixou substancialmente as expectativas, para retração de 8,6%, o que resultará em mercado total de quase 1,5 milhão de unidades em 2013. Meneghetti acredita que o recuo deve continuar nos próximos anos, para 1 milhão a 1,2 milhão de motos por ano, e será difícil voltar ao patamar de 2 milhões. “O setor já é bastante desonerado em todas sua cadeia de produção, por isso não há muito o que fazer. Sem a volta do crédito não tem solução.”

Ele destaca que o problema está nos modelos de baixa cilindrada, os mais vendidos, com preços em torno de R$ 5 mil. “O comprador que vai financiar um produto assim hoje terá de dar uma entrada mínima de 30%, gastar mais uns R$ 800 com o emplacamento, comprar equipamentos como capacete. Tudo isso já soma quase a metade do preço da moto, o que é muito para alguém nessa faixa de renda”, exemplifica Meneghetti. “Já para motos de luxo o cenário é completamente diferente, o segmento está muito feliz, as vendas vão bem, não faltam clientes nem financiamento”, destaca.

Com maior número de dias úteis, as vendas de motos em julho, de 134,2 mil unidades, registraram crescimento de 7,3% sobre junho. Na comparação com o mesmo mês de 2012, no entanto, houve queda de 3,1%.

Assista abaixo a entrevista exclusiva de Flávio Meneghetti a ABTV: