Com base no desempenho pífio dos negócios até agora, a Fenabrave cortou novamente suas projeções para vendas de motos este ano. Antes a entidade estimava recuo de 2%, mas agora baixou substancialmente as expectativas, para retração de 8,6%, o que resultará em mercado total de quase 1,5 milhão de unidades em 2013. Meneghetti acredita que o recuo deve continuar nos próximos anos, para 1 milhão a 1,2 milhão de motos por ano, e será difícil voltar ao patamar de 2 milhões. “O setor já é bastante desonerado em todas sua cadeia de produção, por isso não há muito o que fazer. Sem a volta do crédito não tem solução.”
Ele destaca que o problema está nos modelos de baixa cilindrada, os mais vendidos, com preços em torno de R$ 5 mil. “O comprador que vai financiar um produto assim hoje terá de dar uma entrada mínima de 30%, gastar mais uns R$ 800 com o emplacamento, comprar equipamentos como capacete. Tudo isso já soma quase a metade do preço da moto, o que é muito para alguém nessa faixa de renda”, exemplifica Meneghetti. “Já para motos de luxo o cenário é completamente diferente, o segmento está muito feliz, as vendas vão bem, não faltam clientes nem financiamento”, destaca.
Com maior número de dias úteis, as vendas de motos em julho, de 134,2 mil unidades, registraram crescimento de 7,3% sobre junho. Na comparação com o mesmo mês de 2012, no entanto, houve queda de 3,1%.
Assista abaixo a entrevista exclusiva de Flávio Meneghetti a ABTV: